Fenprof garante que novas propostas são insuficientes para abrandar contestação


 

Lusa7AO Online   Nacional   23 de Dez de 2008, 15:38

O secretário-geral da Fenprof (Federação Nacional dos Sindicatos de Professores) garantiu hoje que as propostas apresentadas pelo Ministério da Educação não são suficientes para abrandar a contestação dos docentes.
  "Se pensam que é assim que vão conseguir repôr a tranquilidade, pobres coitados", afirmou Mário Nogueira, à entrada para uma reunião com o secretário de Estado Adjunto e da Educação, assegurando que "estas propostas não são suficientes para levar os sindicatos a desconvocar a greve marcada para 19 de Janeiro".

    "Se o ministério colocar [estas propostas] como moeda de troca, nós não estamos aqui para trocar coisa nenhuma, muito menos a dignidade dos professores", afirmou.

    O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, apresentou hoje aos sindicatos e movimentos associativos dos professores uma proposta no sentido de que as bonificações de Muito Bom e Excelente no processo de avaliação deixem de contar para a colocação de professores nas escolas.

    Em declarações aos jornalistas, o secretário-geral da Fenprof afirmou que a avaliação de desempenho só pode ter efeitos ao nível da progressão na carreira e não em termos da graduação profissional dos docentes, considerando que "estranho era existir a norma" que o ministério agora se mostrou disponível para retirar.

    Além desta, o Ministério da Educação (ME) apresentou uma outra proposta relativa à mobilidade dos professores titulares e que abre a possibilidade destes se candidatarem a 2.300 vagas que ficaram anteriormente por preencher.

    Relativamente a esta questão, Mário Nogueira explicou que as 2.300 vagas ficaram por preencher por alguma razão, nomeadamente, por serem em escolas com um corpo docente muito novo ou localizadas em regiões do interior, por exemplo.

    O sindicalista adiantou ainda que esta proposta do ME não muda o essencial no que diz respeito à mobilidade dos professores titulares, que continuarão impedidos de pedir destacamento por razões de doença ou para aproximação à residência.

    "Com o secretismo do Ministério da Educação [na segunda-feira], chegámos a pensar que estávamos perante uma coisa extraordinária, mas isto é uma mão vazia", acrescentou.


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