Educação

FENPROF admite manifestação nacional ainda este ano

FENPROF admite manifestação nacional ainda este ano

 

Lusa/AOonline   Nacional   7 de Out de 2008, 15:22

O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, admitiu a realização de uma manifestação nacional ainda este ano, para quebrar o "actual clima de medo e intimidação" sentido pelos professores nas escolas.
Numa conferência de imprensa do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), Mário Nogueira, também coordenador desta estrutura, disse que a questão será avaliada pelo secretariado nacional da Federação Nacional de Professores, quinta e sexta-feira, em Lisboa.

    “Tendo em conta a avaliação já feita em alguns sindicatos, é natural que se caminhe para uma acção nacional, que poderá ser decidida nesta reunião”, referiu.

    Mário Nogueira avisou que uma marcha nacional, à semelhança da realizada em Março, poderá surgir “ainda antes do segundo período” lectivo.

    “Não vamos deixar que os professores morram asfixiados dentro da escola”, afirmou, sublinhando que nos últimos tempos, têm surgido no correio electrónico da estrutura sindical denúncias que “omitem o nome do professor e do agrupamento de escola“ em causa.

    A FENPROF solicitou há cerca de duas semanas uma reunião com a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, com a qual pretende abordar a “situação nacional do sector e em particular as questões dos horários de trabalho e da avaliação de desempenho”.

    “Evitar que isto aconteça (a decisão de avançar com uma manifestação nacional) vai depender das respostas que o Ministério nos der, não de conversas mas de medidas concretas”, disse Mário Nogueira.

    No encontro com os jornalistas, aludiu a vários casos que, na sua opinião, elucidam o “clima de intimidação” sentido pelos docentes no exercício da profissão, nomeadamente no que toca à participação em acções sindicais e greves.

    “Isto está a ficar insuportável. Vêm depois com a ameaça da avaliação ou de faltas injustificadas”, disse.

    Ao analisar ao arranque do ano lectivo, Mário Nogueira sublinhou que “os professores se sentem sufocados, esmagados, desorientados por tudo o que lhes é exigido, menos ser professor e trabalhar com os alunos”, numa referência ao processo de avaliação de desempenho.

    “Os professores, caso se orientem para este modelo de avaliação, as escolas vão parar”, afirmou Nogueira, denunciando “horários de trabalho sufocantes, horas de actividades burocráticas” que os docentes têm de cumprir.

    Na região Centro, o SPRC foca cinco áreas como “as mais problemáticas”: actividades de enriquecimento curricular, educação especial, condições de funcionamento e de trabalho nas escolas, auxiliares de acção educativa, requalificação da rede de estabelecimentos do 1º ciclo e Novas Oportunidades.

    A “precariedade e discricionariedade no pagamento” dos professores das actividades de enriquecimento curricular, a falta de apoio a alunos com necessidades educativas especiais, falta de auxiliares de acção educativa e escolas que não garantem refeições a alunos são algumas das situações detectadas.

    O SPRC faz também uma “avaliação extremamente crítica” da requalificação da rede de estabelecimentos do 1º ciclo e denuncia, ao nível das Novas Oportunidades, “irregularidades cometidas nos horários” e “pressões sobre a qualificação a atingir pelos alunos”.

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