FC Porto vence Marítimo e isola-se provisoriamente na liderança da I Liga

FC Porto vence Marítimo e isola-se provisoriamente na liderança da I Liga

 

Lusa/Ao online   Futebol   17 de Mar de 2019, 13:11

O FC Porto isolou-se este sábado provisoriamente no comando da I Liga de futebol, ao vencer em casa o Marítimo (3-0), em jogo da 26.ª jornada, no qual jogou mais de 80 minutos em vantagem numérica.

A formação nortenha capitalizou, na segunda parte, o facto de jogar em superioridade numérica desde os oito minutos, após a expulsão de Lucas Áfrico, inaugurando o marcador aos 57, num penálti cobrando Alex Telles, fazendo o 2-0, aos 72, num cabeceamento de Éder Militão e fechando o jogo com o tento de Brahimi, aos 89.

Com esta vitória, os ‘azuis e brancos' isolam-se no primeiro lugar do campeonato, com 63 pontos, mais três do que o Benfica, que só joga no domingo, na deslocação ao reduto do Moreirense.

Já o Marítimo mantém o 11.º lugar, com 27 pontos, mas fica à mercê do que podem fazer, também este domingo, os perseguidores Desportivo das Aves e Nacional da Madeira, que têm, apenas, menos um ponto.

A partida começou com as imagens do VAR a serem protagonistas, primeiro a retificaram uma grande penalidade assinalada pelo árbitro João Capela, por alegada mão do martimista Nanu, na área, e, aos sete minutos, a ditarem a expulsão de Lucas Áfrico, por derrubar Marega, quando este se isolava.

Com a madrugadora vantagem numérica, os ‘dragões’ não demoraram a instalar-se no meio-campo insular e a forçar as primeiras situações de golo, não só em remates de longa distância, como em cruzamentos tensos, mas ambos sem a melhor definição.

Forçado a um prematuro reajuste, o Marítimo praticamente abdicou da sua vertente ofensiva, e apesar de uma outra tentativa, quase sempre curta, de armar contra-ataques, ia concentrado os seus esforços em estancar o caudal do FC Porto, cada vez mais intenso.

Aos 25 minutos, Marega protagonizou a primeira grande oportunidade dos ‘dragões', mas rematou às malhas laterais, quando estava em boa posição.

A finalização revelava-se, nesta fase, a grande pecha dos comandados de Sérgio Conceição, que apesar de chegarem com frequência junto da baliza de Charles, mostravam pouca clarividência na altura do remate.

A formação madeirense tinha mérito na forma como se fechava e, também jogando com o cronómetro, ia controlando as investidas dos ‘azuis e brancos', adiando para os descontos a próxima oportunidade do FC Porto, num remate de Herrera ao poste, que ainda foi emendado por Danilo para dentro da baliza, mas em fora de jogo.

Ao intervalo, o treinador do FC Porto trocou o central Pepe, pelo lateral direito Manafá, recolocando Éder Militão no eixo do terreno, numa mexida que teve efeitos pouco depois.

Isto porque aos 53, o defesa cruzou para Soares, que, na área, esboçou um remate, desviado pelo braço de Gamboa, num lance que João Capela voltou a hesitar, mas, depois de consultar, de novo, as imagens do VAR, assinalou grande penalidade.

Na cobrança, já, aos 57, Alex Telles não desperdiçou, colocando a equipa da casa pela primeira vez em vantagem.

O tento dos ‘dragões' obrigou o Marítimo a ter de arriscar mais no ataque, mas acabando por conceder o espaço que até então não tinha dado, algo aproveitado pelos locais para criaram mais situações de perigo junto à baliza de Charles.

À passagem de hora de jogo, Alex Telles esteve perto de ‘bisar', com um forte remate que o guarda-redes dos madeirenses desviou, mas aos 72 os nortenhos acabaram mesmo por ampliar vantagem, também na sequência de bola parada, desta feita num desvio de cabeça de Éder Militão, a um canto de Corona.

O segundo golo do FC Porto tolheu a capacidade de resposta do Marítimo, que continuou sem conseguir esboçar um único remate à baliza de Casillas, e já depois de Soares ter enviado uma bola ao poste, acabou por sofrer mais um golo, num remate de Brahimi, solicitado por Corona, que fixou o 3-0 final.



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