Ex-ministro Santos Pereira defende baixa de impostos das famílias e empresas

Ex-ministro Santos Pereira defende baixa de impostos das famílias e empresas

 

Lusa/AO Online   Economia   26 de Set de 2013, 08:50

O anterior ministro da Economia Álvaro Santos Pereira afirmou, na noite de quarta-feira, em Coimbra, que Portugal tem de baixar os impostos das famílias e das empresas nos próximos anos.

 

“Nos próximos anos, Portugal, qualquer que seja o Governo, tem obrigação de baixar os impostos das famílias e tem obrigação de baixar os impostos das empresas”, sustentou o ex-governante, que falava num jantar de apoio à candidatura de João Paulo Barbosa de Melo, pela coligação PSD/PPM/MPT, à Câmara de Coimbra.

Álvaro Santos Pereira não tem “o mínimo de dúvidas” que “para Portugal se tornar num destino de investimento estrangeiro”, tem de baixar os impostos, designadamente o IRC (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas).

“Nós temos de conseguir a taxa de IRC mais competitiva da Europa e se não a conseguirmos em cinco ou em sete anos teremos de a conseguir em dez anos”, sublinhou o antigo ministro.

“O IRC a 10 % é fundamental nos próximos dez anos”, afirmou, considerando igualmente fundamental que “os partidos do arco da governação se comprometam” a descer este imposto para aquela taxa, na próxima década.

“Portugal está a viver os primeiros sinais de retoma, de viragem da economia”, disse Santos Pereira, que explica o fenómeno com o facto de os portugueses terem ido “à luta” e com as reformas, designadamente no setor laboral, feitas pelo Governo.

Mas para que “o nosso país volte a crescer, precisamos de uma injeção de confiança” por parte da Europa e a nível interno, advertiu o ex-ministro.

Essa “injeção de confiança da nossa parte só pode acontecer” combatendo “a burocracia, combatendo os burocratas, combatendo os poderes instalados e os lobbies, mas também baixando os impostos” das famílias e das empresas, salientou.

Depois de afirmar ter tido muito honra em integrar o Governo, Santos Pereira considerou ser “bastante difícil governar em Portugal neste momento porque a situação que herdamos, em maio de 2011”, foi “a pior que tivemos no nosso país no último século”, sublinhou.

 

 


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