Ex-Combatentes “mereciam mais apoios do que os que têm”

Ex-Combatentes “mereciam mais apoios do que os que têm”

 

Rui Jorge Cabral / Francisco Cunha   Regional   14 de Nov de 2009, 19:05

"O Estado português não é só democracia, não é só futebol, não é só o Cristiano Ronaldo. Os ex-combatentes também elevaram o nome de Portugal perante o Mundo. O Estado deve reconhecer que nós sofremos e combatemos por um ideal que era a Pátria".

A afirmação é de Fernando Henriques, presidente da Liga dos Combatentes dos Açores e que tomou parte no conflito ultramarino da Guiné como alferes entre Março de 1972 e Abril de 1974.

"Os ex-combatentes nas províncias ultramarinas recebem de pensão anualmente entre 75 a 150 euros", adianta Fernando Henriques, para quem "por aquilo que sofreram, deveria ser-lhes atribuída uma maior pensão. Há alguns que não têm uma reforma digna e o que recebem da parte militar é mínimo".

Ainda sobre as baixas pensões, Fernando Henriques acrescenta que "se houvessem uns quantos que abdicassem a favor dos outros, os mais pobres teriam um complemento de pensão que lhes poderia facilitar o seu dia-a-dia".

Reformas em governos anteriores estabeleceram que cada ex-combatente, após se reformar, teria direito a uma pensão particular de reforma, contudo, nem todos estão a recebê-lo. "Essa situação foi remetida para o orçamento de 2010" explica Fernando Henriques "e só a partir daí é que os que ainda não recebem a pensão poderão começar a ter os contributos do Estado".

 

Leia a notícia completa na edição impressa do Açoriano Oriental de 15 de Novembro de 2009.


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