EUA assumem combate "à ideologia do islamismo radical" e às ações do Irão

EUA assumem combate "à ideologia do islamismo radical" e às ações do Irão

 

Lusa/Ao online   Internacional   5 de Out de 2018, 08:51

Os Estados Unidos assumiram o combate "à ideologia do islamismo radical" e às ações do Irão, consideradas as principais ameaças dos interesses norte-americanos no mundo, e vincaram que serão utilizados "todos os instrumentos para proteger" a nação.

Na apresentação da Estratégia Nacional contra o Terrorismo, na quinta-feira, o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, sublinhou num comunicado que serão usados "todos os instrumentos do poder norte-americano para proteger esta grande nação e derrotar os inimigos, com a força completa do poder norte-americano".

No documento de 25 páginas, a Estratégia Nacional Contra o Terrorismo, mantém muitos princípios adotados pela Administração de Barack Obama, em 2011, como a importância das alianças multilaterais para combater as ameaças.

A principal diferença reside nas reiteradas referências ao "terrorismo islamista radical", uma expressão que Obama se negou a empregar por considerar que podia entender-se com uma condenação ao Islão.

"Os grupos terroristas islamistas radicais representam a ameaça principal dos Estados Unidos", disse o assessor de segurança nacional de Trump, John Bolton, numa conferência de imprensa.

Bolton observou que "a mudança mais importante" relativamente à estratégia de Obama é o reconhecimento "da existência de uma ideologia terrorista".

"Sem reconhecermos que estamos em luta ideológica, não podemos afrontar adequadamente a ameaça terrorista", disse, acrescentando que os Estados Unidos estão determinados em expor "a natureza destrutiva e totalitária desta ideologia que alimenta os movimentos islamistas radicais violentos, como o Estado Islâmico e Al Qaeda".

O assessor do chefe de Estado norte-americano assinalou ainda que "o Irão patrocina o terrorismo mais proeminente" do planeta, que "apoia grupos em todo o Médio Oriente" e "cultiva uma rede de agentes que ameaçam os Estados Unidos e todo o mundo".

No documento estratégico adverte-se que os Estados Unidos "prosseguem em guerra" contra o terrorismo 17 anos depois do então Presidente George W. Bush lançar essa batalha, na sequência dos atentados de 11 de setembro de 2001 no país.

"O panorama terrorista de hoje está muito mudado e está mais completo que nunca", indica-se na Estratégia Nacional contra o Terrorismo.



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