Estudo analisa concentração de radão em habitações na Guarda


 

Lusa / AO online   Nacional   14 de Nov de 2009, 15:45

Um estudo sobre a concentração de gás radão nas habitações da cidade da Guarda e aldeias periféricas, entrou hoje na segunda fase com a colocação de 240 aparelhos de medição, disse à Lusa fonte ligada ao projecto.

Segundo Alina Louro, responsável pelo estudo denominado “SOS Radão Guarda” foram hoje colocados 240 dosímetros (aparelhos de medição de radão) em igual número de habitações, onde permanecerão até dia 16 de Janeiro de 2010.

“Elaborar um mapa de risco com as concentrações de radão nas habitações da área urbana da Guarda e das Freguesias rurais à volta” é o objectivo do estudo, que numa fase seguinte também analisará os efeitos que o radão poderá ter para a saúde humana, referiu.

O “SOS Radão Guarda” faz parte do doutoramento de Alina Louro, docente da Escola Secundária Afonso de Albuquerque (ESAA), naquela cidade.

O radão é um gás radioactivo presente nos solos, no ar e na água e, quando em concentrações elevadas, pode constituir-se em factor de risco ambiental.

Segundo a docente, cada aparelho detector hoje aplicado “irá fornecer a concentração de radão na habitação onde está colocado e fornece uma informação daquele ponto que, depois, irá servir para que a Protecção Civil Municipal, possa informar o cidadão comum quando quer construir uma casa na proximidade desse ponto”.

Tendo em conta que o radão abunda na região e não existe nenhum estudo sobre as concentrações no interior das habitações, aquela responsável disse à Lusa que os resultados serão de toda a utilidade em termos futuros.

“Como se trata de um estudo científico, nós queremos tentar encontrar uma resposta à questão principal da investigação, que é: As concentrações de radão existentes na Guarda poderão condicionar o aparecimento de neoplasias no foro respiratório?”, explicou.

Os dosímetros foram colocados em residências escolhidas de forma aleatória e em outras de doentes do foro respiratório que aceitaram colaborar, segundo a responsável.

“Depois iremos fazer uma comparação entre as doses [de radão] dos habitantes saudáveis com as doses dos habitantes que estão ou estiveram doentes”, explicou Alina Louro.

Adiantou que após o levantamento dos aparelhos de leitura, em Janeiro, serão transportados para o Laboratório de Radioactividade Natural, em Coimbra, onde serão “revelados”.

Admitiu que “lá para o meio” do mês de Fevereiro já será possível “ter os resultados da parte da dosimetria e o mapa [de risco] completamente elaborado”.

Depois disso, “segue-se todo o processo da componente médica e física do projecto”, indicou.

Maria Guimas, uma habitante da Guarda que aceitou a colocação de um aparelho de registo de níveis de radão no interior da sua casa, referiu à Lusa que colabora com o projecto para contribuir para “eliminar o radão ou minimizar” os seus efeitos.

O projecto liderado pela docente da ESAA da Guarda, também envolve a Universidade da Beira Interior, o Laboratório de Radioactividade Natural (Coimbra), o Hospital e a Câmara da Guarda.


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