Estado adia novas prisões e gasta 7,4 milhões em remodelações

Estado adia novas prisões e gasta 7,4 milhões em remodelações

 

Lusa/Aonline   Nacional   29 de Nov de 2011, 08:55

O Estado abandonou o plano para construir novas prisões por causa das restrições orçamentais e vai apenas remodelar as de Alcoentre, Linhó, Leiria e Caxias, num investimento de 7,4 milhões de euros.

De acordo com dados do Ministério da Justiça a que a Lusa teve acesso, a exceção à regra é o estabelecimento prisional de Angra do Heroísmo, nos Açores, que já está em fase final de construção e terá capacidade para 177 reclusos.

Nesta obra o Governo prevê gastar 25,4 milhões de euros.

Os projetos de remodelação nas prisões do Linhó (Sintra), Alcoentre, Leiria e Caxias vão acrescentar 532 lugares ao parque prisional.

Contudo, segundo fonte do Ministério da Justiça, “há ainda outros projetos de extensão da capacidade de estabelecimentos prisionais em estudo, que poderão aumentar em 1.254 o número de lugares no sistema prisional”.

De acordo com dados da Direção Geral dos Serviços Prisionais (DGSP), as atuais 49 prisões garantem alojamento para 11.921 reclusos. No final de agosto havia uma sobrelotação de 103%, com 12.271 pessoas detidas nas cadeias portuguesas.

Esta taxa de sobreocupação inclui os 433 reclusos condenados por dias livres, que só estão na prisão ao fim de semana.

Excluindo estes presos, a taxa de ocupação das cadeias portuguesas no final de agosto era de 99,3%.


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