Especialista alerta para apanha de cogumelos sem conhecimento adequado

Especialista alerta para apanha de cogumelos sem conhecimento adequado

 

Lusa / AO online   Nacional   3 de Nov de 2012, 11:26

A maioria das intoxicações por ingestão de cogumelos venenosos deve-se a falta de conhecimento das espécies por parte dos apanhadores, aliada a crenças em mezinhas tradicionais, o que leva a que haja falhas "fatais".

 

"Quase sempre as pessoas que nesta altura do ano se intoxicam não têm em casa um guia ilustrativo para a apanha dos cogumelos e ao mesmo tempo não contactam com associações micológicas, ou não conhecem ninguém elucidado sobre os perigos destes fungos" disse hoje à Lusa o micólogo António Monteiro, da associação Micológica " A Pantorra".

O também médico refere ainda que a herança dos conhecimentos tradicionais, no que toca à identificação e confeção das espécies " são não mataram mais gente, por mero acaso".

"A maioria das intoxicações são provocadas por um cogumelo que é apelidado de Tricholoma equestre, também conhecido por míscaro ou míscaro-amarelo que por cima, ou seja na copa, é muito parecido com outra espécie designada por Amanita phalloides. Basta só um bocadinho do seu chapéu para matar uma pessoa", acrescentou o micólogo.

Tanto o Tricholoma equestre como o Amanita phalloides são muito parecidos nas cores da copa, já que quando são jovens apresentam tonalidades " castanhos esverdeados e amarelos quando vistos por cima. É aqui que muitas vezes reside "a fatalidade", já que as pessoas nãos os sabem identificar.

"Ao apanhar o cogumelo, deve-se ter em conta que os venenosos são brancos por baixo, regra geral, além de terem anel, enquanto os bons para comer apresentam uma cor amarelo canário", justificou.

O Amanita phalloides é, segundo os especialista, responsável por mais de 90 por cento das mortes contabilizadas em Portugal, por ingestão de cogumelos venenosos.

Esta espécie mortal tem um diâmetro médio de copa "que ronda os 20 centímetros", o que é suficiente para levar à morte uma família menos atenta e informada.

O especialista em micologia aconselha que em caso de intoxicação, seja de "imediato", acionado o número de emergência medica (112) ou alertado o Centro de Venenos e Intoxicações para assim "poder-se minimizar danos na saúde das pessoas".

A temática relacionada com a toxidade dos cogumelos será o mote para uma palestra que hoje decorrerá na Casa da Cultura de Mogadouro, inserida na Jornadas Micológicas promovidas pela associação " A Pantorra".


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