Engraxadores e cauteleiros podem ser profissões do futuro


 

Lusa / AO online   Nacional   8 de Jul de 2010, 11:55

Ser engraxador ou cauteleiro pode representar uma profissão de futuro. Apesar de estarem quase em extinção, a Santa Casa da Misericórdia promete requalificar estas actividades, dando um meio de vida e integração social aos mais carenciados.
“Há uma série de actividades que podem ser valorizadas, qualificando as pessoas para exercer essas funções. Há algumas profissões tradicionais que foram caindo em desuso, mas que continuam a ser muito importantes”, defende em entrevista à agência Lusa o vice provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), António Santos Luiz.

A ideia não é forçar a manutenção de actividades irrelevantes, garante: “Pretendemos tentar que actividades profissionais relevantes que caíram em desuso sejam valorizadas, requalificadas, para serem usadas pelas pessoas”.

Os melhores exemplos são os engraxadores e os vendedores de cautelas, profissões actualmente “quase marginais e desenvolvidas por pessoas que têm vindo a ser sucessivamente negligenciadas, perdendo assim relevância social”.

“Por vezes as pessoas não as utilizam porque não têm ao pé ninguém que lhes preste esse serviço. Mas são actividades dignas e que podem permitir dar a alguém um meio de vida e de integração”, refere Santos Luiz, adiantando que este projecto será uma aposta da Santa Casa já no segundo semestre do ano.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.