Açoriano Oriental
A1 GP
Empresário negociou com Ferrari nos últimos três meses
O acordo por seis anos entre o A1 Grand Prix e a Ferrari, hoje anunciado pelas duas partes, foi negociado nos últimos três meses pelo empresário luso-sul-africano António Teixeira, presidente daquele campeonato automobilístico por nações.

Autor: Lusa / AO online
    Entre as épocas de 2008/09 e 2013/14, a Ferrari vai fornecer motores e projectar um chassis para o A1GP, sendo ainda consultora na construção dos chassis, a fabricar por um parceiro a anunciar em breve , no âmbito de um contrato que também abrange um acordo exclusivo de licenciamento para todo o "merchandise" do campeonato.

    O inglês Bernie Ecclestone, presidente da Formula One Administration (FOA), acompanhou de perto os mais recentes desenvolvimentos das negociações, tendo mesmo mantido uma reunião com António Teixeira na quarta-feira em Londres.

    Este acordo com a Ferrari não significa, porém, que o A1GP se envolva directamente na Fórmula 1: apesar de António Teixeira ter um projecto pessoal para adquirir uma escuderia de Fórmula 1, os responsáveis do A1GP pretendem concentrar-se apenas no desenvolvimento do campeonato por nações.

    António Teixeira revelou há uma semana à Agência Lusa que está a negociar com quatro escuderias de Fórmula 1, para adquirir uma delas e disputar o Mundial da "categoria rainha" do automobilismo de velocidade com o objectivo de promover o seu A1GP, devendo a sua equipa chamar-se A1F1.

    O acordo de parceria tecnológica entre o A1GP e a Ferrari também não fará parte de um eventual negócio alargado através do qual António Teixeira adquiriria a escuderia de Fórmula 1 Toro Rosso, cujos monolugares são equipados com motor da marca italiana.

    Apesar de recentemente a imprensa especializada ter noticiado que o empresário luso-africano iria comprar a equipa de Faenza com o apoio da Ferrari, que assim ficaria com uma formação semi-oficial, António Teixeira disse à Lusa que continua a negociar com quatro escuderias e espera tomar uma decisão até ao final do ano.

    Embora troque os motores Zytek pelos Ferrari na próxima época, o A1GP mantém as preocupações ecológicas: o propulsor italiano respeitará a política "Think Greener Racing" ("Pense Corridas Mais Verdes").

    Segundo esta política, considerada pelo A1GP um compromisso com as novas tecnologias do ambiente e um contributo para a alteração dos hábitos de consumo, os monolugares consomem um combustível com uma mistura de 30 por cento de bioetanol, que permite reduzir as emissões em 21 por cento.
 
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