Eleições sem supresas na Ucrânia

Eleições sem supresas na Ucrânia

 

Lusa/AO online   Internacional   6 de Out de 2007, 00:22

A Comissão Eleitoral Central da Ucrânia (CECU) terminou a contagem dos votos das eleições parlamentares antecipadas de 30 de Setembro que deram a vitória ao Partido das Regiões, do actual Primeiro-ministro Victor Ianukovitch.
       Segundo dados oficiais publicados na página electrónica da CECU, o partido de Victor Ianukovitch venceu o escrutínio com 34,32 por cento por cento dos votos, seguido do Bloco Iúlia Timochenko com 30,72 por cento.

    O Bloco Nossa Ucrânia conquistou 14,15 por cento, o Partido Comunista obteve 5,39 por cento e o Bloco de Vladimir Litvin alcançou 3,96 por cento.

    Numas eleições que registaram uma afluência às urnas de 62,38 por cento, mais nenhum dos restantes partidos e blocos conseguiu superar a barreira dos 3 por cento, que permite a eleição de deputados à Rada Suprema (Parlamento) da Ucrânia.

    Entretanto, já começaram conversações com vista à formação do novo executivo ucraniano, que só será possível através de uma coligação parlamentar.

    O Presidente Victor Iuschenko, que se encontra em visita oficial a Paris, apelou aos blocos seus apoiantes - Nossa Ucrânia e Iulia Timochenko - a sentarem-se à mesa com o Partido das Regiões, do seu adversário Victor Ianukovitch.

    Segundo ele, isso é necessário para constituir da forma mais rápida uma coligação governamental, com a oposição, destinada a reestruturar eficazmente o Parlamento ucraniano.

    "Quero dizer que apenas três forças políticas poderão começar a reestruturação eficaz do Parlamento ucraniano, garantir o funcionamento eficaz desse instituto e, sem dúvida, estabelecer, através do diálogo, uma cooperação entre o poder e a oposição, sublinho, o poder e a oposição" - declarou Iuschenko.

    O dirigente ucraniano recordou que "os opositores políticos conseguiram um terço dos votos".

    "Por isso, eu peço a todos os políticos que declaram que não irão dialogar com ninguém que retirem as suas declarações e se sentem à mesa das conversações. Hoje, as conversações começaram", sublinhou o dirigente ucraniano.

    Os blocos Iulia Timochenko e Nossa Ucrânia, porém, deram hoje início a conversações sobre a criação de uma maioria parlamentar com vista à formação de um novo Governo.

    "Viatcheslav Kirilenko, Iúri Lutsenko e Boris Tarassiuk, do bloco "Nossa Ucrânia", e Iúlia Timochenko, Alexandre Turtchinov, Iossif Vinski, do Bloco Iúlia Timochenko, estão a realizar conversações sobre a criação de uma coligação democrática" - declarou David Jvania, dirigente da Nossa Ucrânia, à agência UNIAN.

    Jvania diz desconhecer qualquer proposta de cooperação da parte do Partido das Regiões, mas admitiu a adesão do Bloco de Vladimir Litvin à coligação laranja.

    "Recusamos todas as declarações provocatórias de quaisquer políticos na Ucrânia de que está a ser analisada a possibilidade da chamada ampla coligação (Blocos Iúlia Timochenko, Nossa Ucrânia e Partido das Regiões), o que é anti-natural para a coligação democrática" - declarou Iúri Liutsenko, dirigente do Bloco Nossa Ucrânia.

    "Trata-se da continuação de jogos sujos que, infelizmente, continuaram durante toda a campanha eleitoral e cujos restos se voltam a manifestar", concluiu.

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