Durão Barroso defende cimeira UE/África com Zimbabué


 

Lusa / AO online   Internacional   8 de Out de 2007, 15:01

O presidente da Comissão Europeia defendeu hoje, em Lisboa, a realização da cimeira UE-África com a presença do Zimbabué, após a opinião do representante da Câmara de Comuns sobre a provável ausência do primeiro-ministro britânico.
    À saída da conferência dos Presidentes das Comissões de Negócios Estrangeiros, que decorre hoje e terça-feira na Assembleia da República, em Lisboa, José Manuel Durão Barroso, reiterou que a cimeira UE-África "não é uma reunião apenas com um país".

    "É uma reunião da União Europeia no seu conjunto com a África no seu conjunto", disse em declarações à imprensa.

    "Aqui mesmo o represente da Câmara dos Comuns britânica expressou a sua opinião quanto à provável ausência do primeiro-ministro Gordon Brown no caso de estar presente o chefe de Estado do Zimbabué", Robert Mugabe, afirmou.

    "Não seria justo nem seria correcto, nem serviria os nossos interesses europeus que por causa de um regime político ou de um concreto ditador não se fizesse uma reunião a este nível com África no seu conjunto", disse Durão Barroso, respondendo à intenção britânica.

    O presidente da Comissão Europeia afirmou que África é, e deve continuar a ser, cada vez mais, uma prioridade da UE.

    "Por isso apoiamos a realização desta cimeira e esperamos aliás, por ocasião da mesma, discutir francamente com os nossos amigos africanos as questões dos direitos humanos", frisou.

    Sobre a possibilidade de o Reino Unido se fazer representar a outro nível, que não a de chefe de governo, Durão Barroso disse que cada país decidirá a sua representação.

    "Do lado da Comissão Europeia eu próprio tenciono vir porque damos a maior importância a esta cimeira e porque queremos que ela se traduza em avanços concretos", afirmou.

    Além do significado político, temos a discutir muitas coisas concretas, como a emigração de África para a Europa, algumas das consequências das alterações climáticas em África, e problemas de energia.
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