"Disponibilidade inequívoca" do PS para consensos ajudará a saída do programa

"Disponibilidade inequívoca" do PS para consensos ajudará a saída do programa

 

  Nacional   17 de Nov de 2013, 15:37

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco defendeu domingo que o PS deveria manifestar uma "disponibilidade inequívoca" para consensos em torno da saída do programa de ajustamento português, independentemente de essa convergência vir a ser exigida pelos credores.

 

Para o governante, que visitou empresas portuguesas que participam no Dubai Air Show – a maior feira aeronáutica do Médio Oriente, que hoje abriu portas -, “quanto maior for o consenso político e a estabilidade política, menos gravosa será a ida de Portugal aos mercados”.

“O interesse nacional está muito para lá de eleições, de lugares (…) e quanto maior for essa perceção que os mercados têm quanto ao consenso e à estabilidade política que existe em Portugal, maior confiança terão em financiar a nossa economia. E, se essa confiança for elevada, menor será a taxa de juro que Portugal terá de pagar por esse financiamento que irá buscar aos mercados”, disse.

Para Aguiar-Branco, o “interesse nacional” reclama, por isso, uma manifestação de “disponibilidade inequívoca” por parte do PS.

“Quanto maior for o consenso político e a estabilidade política, menos gravosa será a ida de Portugal aos mercados (…) a taxa de juro será tanto menor quanto maior confiança terão quem nos empresta. E por isso, a forma como o PS responder a esta necessidade de consenso será muito importante para a forma menos gravosa de Portugal financiar a sua economia”, frisou.

A forma como Portugal for capaz de projetar uma imagem de confiança será importante, no entender do governante, para que o país possa “ter a mesma saída que a Irlanda teve”.

“Quando formos aos mercados, a taxa de juro que haverá disponibilidade para aplicar aos empréstimos que Portugal solicitar será tanto menor quanto maior for a estabilidade e o consenso político que os mercados eles próprios pressentirem que existe em Portugal”, reforçou.

 


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