Despedimentos da HP podem ter impacto em Portugal


 

Lusa/AO   Economia   16 de Set de 2008, 12:41

O director-geral da Hewlett-Packard (HP) Portugal, Carlos Janicas, admitiu hoje que poderá ter impacto a nível nacional a decisão do grupo norte-americano de suprimir 24.600 empregos em todo o mundo, mas frisou ser "muito cedo" para essa avaliação.

    "Poderá ter [impactos na HP Portugal], mas é algo que ainda vamos ter que analisar. Ainda é muito cedo para dizer de que maneira e de que forma", disse.

    Carlos Janicas falava hoje aos jornalistas após a entrega do prémio HP Wireless Technology for Teaching à Universidade de Évora, numa cerimónia realizada na cidade alentejana.

    O responsável da HP Portugal foi questionado sobre o anúncio, segunda-feira, do grupo informático norte-americano de que tenciona suprimir 24.600 empregos em todo o mundo, nos próximos três anos, na sequência da sua fusão com a sociedade de serviços informáticos Electronic Data System (EDS).

    "Foi feito o anúncio a nível internacional e, a seu tempo, será analisado qual o impacto que isso poderá ter a nível das várias subsidiárias da companhia", afirmou Carlos Janicas, instado sobre se a HP Portugal, com um total de 340 trabalhadores, também poderá ser abrangida pelos despedimentos.

    O director-geral da HP Portugal, explicando não poder "dizer muito mais" sobre este processo, limitou-se ainda a assegurar que o grupo informático, ao adquirir a EDS, pretende "potenciar um negócio, com um portfólio mais abrangente e mais adaptado ao que o mercado necessita".

    "Essas adaptações vão, depois, ter reflexos em várias áreas", sublinhou.

    Segundo o anúncio feito segunda-feira, a HP precisa que metade dos empregos que serão suprimidos - que no total representam 7,5 por cento do total de efectivos das duas sociedades - deverá ocorrer nos Estados Unidos.

    Todavia, o grupo prevê compensar cerca de metade destes despedimentos com novas contratações de funcionários, a fim de poder responder "à diversidade dos seus mercados e clientes no mundo inteiro".

    A HP pretende economizar cerca de 1,8 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) com esta reestruturação.

    Este anúncio segue-se à compra de EDS, concluída em Agosto, por 13,9 mil milhões de dólares (9,7 mil milhões de euros).

    A parte de serviços do novo grupo resultante desta fusão significa 38 mil milhões de dólares (26,6 mil milhões de euros) em volume de negócios e emprega 210.000 pessoas.

    A compra de EDS vai permitir à HP desenvolver-se nos serviços informáticos, como o seu concorrente IBM faz há muito tempo.

    O presidente do Conselho de Administração, Mark Hurd, indicou, em comunicado, que a HP tinha "agora as capacidades tecnológicas mais vastas do mercado para responder às necessidades dos clientes hoje e no futuro".


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