Emprego

Descida do desemprego em Portugal contraria tendência internacional


 

Lusa/AO online   Economia   18 de Nov de 2008, 11:11

O primeiro-ministro considerou que os mais recentes dados provam que há uma descida homóloga do desemprego em Portugal, contrariando a tendência internacional, e que o pais criou mais de 100 mil empregos desde 2005.
De acordo com os dados revelados pelo INE, a taxa de desemprego em Portugal caiu 0,2 pontos no terceiro trimestre, face a igual período de 2007, para 7,7 por cento, e subiu 0,4 pontos face aos três meses anteriores.

    A população desempregada, ainda segundo o INE, foi estimada em 433,7 mil indivíduos, o que corresponde a um decréscimo de 2,4 por cento face ao terceiro trimestre de 2007 (homólogo) e a um aumento de 5,8 por cento em relação aos três meses anteriores.

    Falando aos jornalistas a meio de uma visita à exposição “Portugal Tecnológico 2008”, no Parque das Nações, o primeiro-ministro disse que os mais recentes dados sobre a evolução da taxa de desemprego “são melhores do que o Governo esperava”.

    “Mantém-se uma descida homóloga - isto é, há menos desempregados neste terceiro trimestre do que havia no trimestre homólogo do ano anterior -, o que significas que o desemprego este ano vai continuar a descer”, sustentou José Sócrates.

    Em relação à criação líquida de empregos, o primeiro-ministro fez uma comparação entre o terceiro trimestre deste ano e o primeiro de 2005. No segundo trimestre de 2008, a criação líquida de emprego atingiu os 133 mil, o que significa que se verificou agora uma desaceleração na criação de emprego.

    “Verifica-se que Portugal criou mais cem mil empregos. Apesar das dificuldades pelas quais o país está a passar e de a generalidade dos países registar subidas significativas do desemprego, no país o desemprego homólogo continuar a ser mais reduzido e a ter uma descida”, sublinhou.

    Para o primeiro-ministro, os mais recentes dados sobre o desemprego “são boas notícias” para Portugal.

    “Mas, em matéria de emprego e de desenvolvimento económico, o Governo continua a ter uma atitude de preocupação. O objectivo é fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para proteger o emprego e as empresas”, disse.

    Após este comentário, José Sócrates recusou-se depois a responder a mais questões dos jornalistas.

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