Derrocada na ilha de São Jorge leva ao encerramento do acesso à Fajã dos Cubres

O caminho de acesso à Fajã dos Cubres, na ilha de São Jorge, nos Açores, está encerrado até segunda-feira devido a derrocadas provocadas pela chuva intensa, informou a proteção civil municipal.



Em comunicado divulgado nas redes sociais, o Serviço Municipal de Proteção Civil da Calheta refere que, face às condições climatéricas adversas, “bem como ao facto de continuar a verificar-se, com alguma regularidade, a queda de material em todo o percurso”, o mesmo não reúne “as condições de segurança para a circulação de pessoas e veículos”.

“Assim, foi vedado o acesso à Fajã dos Cubres até segunda-feira, dia em que, após a previsível estabilização dos terrenos, será possível proceder a uma primeira intervenção, com vista à verificação de todas as condições de segurança necessárias”, acrescentou.

Segundo a nota, a situação está a ser acompanhada permanentemente pela Proteção Civil Municipal e pelo Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, em articulação com a PSP, mantendo-se a monitorização do local.

A autarquia da Calheta também divulgou um aviso onde refere que o trilho entre a Fajã dos Cubres e a Caldeira “se encontra interrompido em várias zonas, devido à instabilidade e derrocadas do terreno”.

A situação foi comunicada ao Serviço Regional do Ambiente e o município apela à população “para que não utilize o trilho, por razões de segurança, até nova informação”.

O caminho que assegura o acesso à Fajã dos Cubres também foi atingido por uma derrocada no início de outubro de 2025, tendo a circulação ficado restabelecida provisoriamente no dia 14 de novembro.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje sob aviso amarelo as ilhas do grupo Central dos Açores (Terceira, São Jorge, Graciosa, Pico e Faial) devido às previsões de chuva.

De acordo com um comunicado do IPMA, aquelas ilhas estão sob aviso amarelo até às 20:00 locais (21:00 em Lisboa) por causa de “precipitação por vezes forte”.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

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