India

Dalai Lama irrita China

Dalai Lama  irrita China

 

Lusa/AO Online   Internacional   8 de Nov de 2009, 10:59

Dalai Lama ignorou protestos chineses e viajou hoje para a remota cidade indiana de Himalayan, perto da fronteira com o Tibete, para presidir a cinco dias de orações para peregrinos budistas.

Milhares de camponeses pobres suportaram temperaturas muito baixas e ventos gelados para usufruir da possibilidade rara de conviver com o líder espiritual tibetano.

Os monges fizeram soar grandes chifres tibetanos tradicionais para cumprimentar Dalai Lama quando este chegou ao mosteiro de Tawang, para onde foi transportado em helicóptero.

Dalai Lama sorriu e conversou com as multidões em recolhimento, enquanto um monge o protegia do mau tempo atmosférico com um guarda-chuva de seda amarelo, dirigindo-se depois para o interior do templo a fim de dar início a uma oração.

A visita a Tawang, que tem laços estreitos com o Tibete e está no centro de uma disputa de fronteiras entre a Índia e a China, irritou Beijing e fez aumentar ainda mais as tensões já crispadas entre os dois países.

A China acusa Dalai Lama de pugnar pela independência tibetana e é especialmente sensível aos protestos contra o controlo sobre a região de Himalayan, enquanto que o líder espiritual tibetano argumenta que tal acusação "não tem fundamento".

Por seu lado, Dalai Lama afirma que com os seus desempenhos apenas pretende promover valores como a paz e a harmonia religiosos, tendo justificado à sua chegada hoje a Tawang que esta peregrinação tem apenas carácter religioso e que é "apolítica".

Nas ruas da cidade foram penduradas bandeiras e cartazes de boas-vindas ao líder espiritual exilado na Índia e o mosteiro engalanado com flores cor-de-laranja, brancas e vermelho vivo.

Alguns dos peregrinos chegaram em caminhões, outros caminharam ao longo de estreitas veredas nos montes de Himalayan para durante cinco dias escutarem as palavras daquele que consideram um deus vivo.

A administração local, que esperava por 25 mil pessoas, instalou tendas para alojamento de peregrinos, enquanto outros viajantes procuraram abrigo em mosteiros e casas de residentes locais.


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