CTT oferecem um milhão de envelopes de correio azul até ao fim de Novembro


 

Lusa / AO online   Economia   23 de Out de 2007, 16:12

Os CTT esperam distribuir gratuitamente nas suas estações cerca de 1 milhão de envelopes de correio azul pré franqueados, anunciou hoje o vice-presidente dos Correios de Portugal, Pedro Coelho.
Em cerimónia de lançamento da iniciativa, Pedro Coelho assinalou que para os CTT é motivo de orgulho compensar os clientes pelas quebras na qualidade dos serviços, mas também estimular o uso das cartas como um meio de comunicação.

A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) decidiu aplicar uma penalização de 3 milhões de euros aos CTT por quebra de qualidade de serviço em 2006, uma situação que a empresa atribui aos efeitos dos conflitos laborais ocorridos naquele ano.

Pedro Coelho assegurou que os CTT têm feito um grande esforço para atingir os objectivos de qualidade de serviço a que se propuseram e sublinhou que, neste momento, "esses objectivos não só foram atingidos como ultrapassados".

Salientou que os Correios de Portugal são "uma empresa moderna e em rápida modernização", como o demonstram os serviços que tem lançado e os que vai lançar.

O vice-presidente dos CTT assinalou que no âmbito das iniciativas para reduzir em 3 milhões de euros os custos para os clientes dos serviços não liberalizados, que teve o acordo da ANACOM e que equivale a uma redução de 1 por cento das receitas nesta área, os CTT oferecem um envelope de correio azul a todos os clientes que, até ao fim de Novembro efectuarem uma compra nas estações de correios às terças-feiras entre as 10:00 e as 12:00 ("happy hours").

Além disso, os CTT vão conceder descontos adicionais aos grandes expedidores de correspondência que têm contratos com os CTT na área postal não liberalizada, até ao fim do ano oferecem os portes de correio do serviço de selo personalizado "meuselo" e vão distribuir pelas escolas do ensino básico cerca de 1 milhão de bilhetes postais e selos do correio.

Pedro Coelho destacou que "a carta tem vida e personalidade própria, vê-se, sente-se e cheira-se", sublinhando que demora mais a chegar do que um mail "mas há coisas que merecem ser escritas e lidas com tempo", com "outro perfume".

"Todos nós, na nossa geração, tivemos uma correspondente no estrangeiro", observou Pedro Coelho, indicando que no seu caso foi uma holandesa que nunca conheceu pessoalmente mas cujo nome ainda recorda.

O vice-presidente dos CTT recordou que "no disparate que foi a guerra colonial", a carta era a única forma de os soldados se ligarem á família e aos amigos.

Para Pedro Coelho, a comunicação electrónica representa "novas praxis e novos métodos de trabalho", com maior eficácia e rapidez, mas "é nossa missão defender o mundo fascinante da correspondência escrita".

Na ocasião, Pedro Coelho leu uma a carta que a seguir enviou à neta mais velha.

Paulo Campos, secretário de Estado adjunto (do Ministro das Obras Públicas) e das comunicações, classificou como "impar" este conjunto de iniciativas e considerou que os CTT "souberam aproveitar algo menos bom", uma falha devida a factores que a empresa não pode controlar, para lançar esta iniciativa.

Para o Secretário de Estado, os CTT têm um papel de natureza social e são uma empresa que está "muito próxima do imaginário de todos nós".

"Todos temos histórias para contar, associadas ao carteiro, associadas à carta", observou.

Paulo Campos afirmou que a juventude, o público que os CTT querem conquistar, está mais ligado ao mail e ao SMS, mas a carta "é um universo que [os jovens] ainda não descobriram" mas "que tem o seu encanto".

Esperemos que com esta iniciativa seja enviado um milhão de cartas e se incentive o uso da escrita e o uso da língua portuguesa, concluiu.
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