Criada rede para agilizar resposta à população açoriana migrante

Direção Regional das Comunidades e 18 entidades regionais e internacionais assinaram, em Ponta Delgada, o protocolo para a criação da Rede Internacional de Organizações de Serviço Social dos Açores e da Diáspora



Com o mundo a enfrentar convulsões constantes, onde os desafios a quem procura por uma vida melhor longe da terra natal são cada vez maiores, o Governo Regional dos Açores deu um passo para agilizar a resposta à população açoriana migrante, com a criação da Rede Internacional de Organizações de Serviço Social dos Açores e da Diáspora. 

O secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, presidiu à assinatura do protocolo que une, debaixo do mesmo guarda-chuva, 18 entidades que desenvolvem atividades de índole social junto das comunidades açorianas nos Estados Unidos da América, Canadá e Bermuda, com o objetivo de criar sinergias, articular atuações e dividir esforços para resolver os problemas que os migrantes têm encarado.

Com a Direção Regional das Comunidades como promotor e coordenador, integram a Rede o Instituto de Segurança Social dos Açores, o Abrigo Centre, a Associação dos Emigrantes Açorianos, a APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, a ARRISCA - Associação Regional de Reabilitação e Integração Sociocultural dos Açores, o Catholic Charities of the Diocese of Fall River, o Centro de Ação Sócio-Comunitária de Montreal, o Centro Comunitário Working Women, o Clube Vasco da Gama, o Immigrant’s Assistance Center, o Instituto de São João de Deus - Casa de Saúde de São Miguel, a Luso Canadian Charitable Society, Massachusetts Alliance of Portuguese Speakers - MAPS, a Missão Santa Cruz, a NOVO DIA - Associação para a Inclusão Social, a POSSO - Portuguese Organization for Social Services and Opportunities, o Southeastern Massachusetts SER-Jobs for Progress, Inc, e a VALER - Valley Area Living Enabling Resources.

Entre os objetivos, a rede quer criar “bases de compromisso” entre os signatários para uma “colaboração e atuação eficaz, uma melhor comunicação e promoção da articulação entre todas as organizações, bem como a necessária integração social dos açorianos emigrados ou regressados à Região”.

Promover um conjunto de respostas de suporte sociocultural, entre as diversas entidades, para contribuir para a “integração efetiva dos açorianos emigrados e açorianos regressados à Região” , bem como rentabilizar recursos e estratégias para evitar uma “ineficaz duplicação” são outros objetivos da rede.

São alvo de intervenção da rede emigrantes e emigrantes regressados, em situações de vulnerabilidade e/ou exclusão; emigrantes repatriados ou deportados; crianças e jovens em risco de exclusão social; respetivas famílias; e pessoas vítimas de crime, suas famílias e amigos.

Estêvão alerta para situação “sem precedentes”

“Estamos a enfrentar uma situação sem precedentes. Os últimos números do Governo português são que o país tem um milhão e meio de imigrantes. Trata-se de um crescimento muito significativo. Um país de emigrantes transformou-se num país que acolhe emigrantes. Ao mesmo tempo, continuamos a ter uma população emigrante muito significativa. É uma conjuntura única”, declarou o governante, segundo a nota de imprensa, na sessão de encerramento de um seminário internacional dedicado à constituição da Rede, em Ponta Delgada.

Para o secretário regional com a tutela das comunidades, “esta situação extraordinária e histórica levanta desafios ao país” e aos Açores. “Há uma conjuntura recente que tem a ver com a política de emigração da nova administração norte-americana. Neste momento, tendo em conta não propriamente as ações em relação à comunidade portuguesa, mas sobretudo o discurso, não há um número de deportações superior ao normal, essa situação não aconteceu. Se há neste momento um regresso em número significativo de açorianos é um regresso voluntário que tem a ver com o impacto do discurso da administração [Trump] e o medo que esse discurso possa ter consequências práticas”.


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