Corte de 500 ME na segurança abrange Justiça, MAI e Defesa

Corte de 500 ME na segurança abrange Justiça, MAI e Defesa

 

Lusa/AO online   Nacional   2 de Nov de 2012, 10:19

A ministra da Justiça admitiu esta sexta-feira estar previsto um corte de 500 milhões de euros na área da segurança, mas observou que esse montante será repartido entre os ministérios da Justiça, Administração Interna e Defesa.

Falando à margem de um seminário sobre alterações ao Código Penal e Código de Processo Penal, realizado pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, Paula Teixeira da Cruz referiu que a Justiça contribuirá "objetivamente" para esse "esforço", estando o assunto a ser estudado.

A ministra confessou não gostar do termo "refundação do Estado Social", preferindo falar em "revisitar as funções do Estado", o que é "algo muito mais importante".

Paula Teixeira da Cruz assegurou que o atual Governo promove a "paz social", mas que, tendo sido exigidos "sacrifícios muito grandes" aos portugueses", há que "compreender" os protestos de rua e a "reação" que tais medidas provocam nas pessoas.

"Temos que olhar para esse fenómeno com compreensão e com atenção", frisou.

Na quinta-feira um membro do Governo disse à agência Lusa que o executivo começou há uma semana um conjunto de reuniões com alguns técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) para preparar a reforma do Estado.

"Estão a ser realizadas reuniões com os ministérios para análise das principais áreas de despesa e para perceção do que pode ser feito em matéria de reformas", explicou à Lusa a fonte governamental.

Na quarta-feira, o antigo presidente do PSD Luís Marques Mendes anunciou num programa da TVI 24, que as reuniões aconteceram nos ministérios da Administração Interna e na Defesa.

Anteriormente, Passos Coelho tinha dito que até 2014 vai realizar-se uma reforma do Estado que constituirá "uma refundação do memorando de entendimento" e defendeu que o PS deve estar comprometido com esse processo.

De acordo com Passos Coelho, esta "nova fase" de redução da despesa através da reorganização das estruturas e funções do Estado vai ser "uma transformação para melhor e não uma compressão ou redução daquilo que existia até agora", feita "em nome do interesse comum de todos os portugueses".


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