Construção do ecomuseu da ilha do Corvo com atraso superior a um ano

Construção do ecomuseu da ilha do Corvo com atraso superior a um ano

 

Lusa/AO Online   Regional   4 de Jul de 2018, 17:44

A obra de construção do ecomuseu da ilha do Corvo está parada e a data de conclusão tem um atraso superior a um ano, denuncia o deputado do PPM, Paulo Estêvão.

"Depois de todos estes anos, a construção do edifício em causa ainda não foi concluída. E o que é mais grave, a obra - que já soma um atraso de 492 dias, ou seja, já superou quase três vezes o prazo legal estipulado - voltou a parar. Não existe, neste momento, nenhuma atividade na obra, que não conta com a presença de qualquer trabalhador", avança Paulo Estêvão, eleito pelo círculo eleitoral da ilha do Corvo, num requerimento enviado ao parlamento açoriano.

O deputado monárquico salientou que a ilha do Corvo é a única nos Açores que "não conta com um projeto museológico devidamente implementado", lembrando que a obra foi adjudicada em junho de 2016, depois de ter sido aprovado um projeto de resolução que recomendava a sua construção em 2013.

"Trata-se de uma situação escandalosa que revela bem a negligência do executivo regional em relação à efetiva implementação de projetos de índole cultural na ilha do Corvo. Importa ainda perceber que tipo de penalizações já foram aplicadas à empresa pelo incumprimento do prazo contratualizado e que razões explicam o abandono da obra neste momento", frisou.

Questionado pela Lusa, o diretor regional da Cultura dos Açores, Nuno Ribeiro Lopes, admitiu o atraso, mas disse que a obra deverá ser retomada em breve.

"A situação da ilha do Corvo é muito específica. Esta foi a única empresa que concorreu", apontou.

Segundo Nuno Ribeiro Lopes, o executivo açoriano aplicou multas devido ao atraso na conclusão da obra e a empresa recorreu para tribunal, mas já foi possível chegar a acordo para que os trabalhos sejam retomados.

"Acabámos por chegar a um acordo sancionado pelo tribunal, que prevê um refinanciamento para a empresa recomeçar a obra", revelou.

O executivo açoriano aceitou pagar a parte da obra já executada, retendo o valor das multas aplicadas como caução, que será devolvido se o prazo de conclusão do ecomuseu for cumprido.

O diretor regional da Cultura adiantou que parte dessa verba já foi transferida e, uma vez entregue o restante, a empresa tem seis meses para concluir a empreitada.

"Estamos a tentar que esse pagamento seja feito o mais breve possível", afirmou.


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