Açoriano Oriental
Comunidade une-se para ajudar jovem paraplégico

Tem apenas 15 anos, e no fim de julho viu a sua vida alterar-se subitamente, após um mergulho mal calculado na zona balnear das piscinas da Ribeira Grande.


Autor: Paula Gouveia

Francisco mergulhou numa zona sem profundidade suficiente, provocando lesões que o deixaram paralisado. Depois de uma cirurgia e de um período de internamento no Hospital Divino Espírito Santo, está no Porto em tratamento, acompanhado pela mãe, para recuperar mobilidade. Contudo, a informação dada pelos médicos à família é de que, com grande probabilidade, ficará com mobilidade apenas nos membros superiores.

Para ajudar, a comunidade uniu-se num movimento solidário com o objetivo de angariar fundos que permitam dar ao Francisco os equipamentos e os cuidados de que necessita. Ana Amorim, tia de Francisco, explica que não querem que lhe falte nada.

Foi criado o grupo no Facebook “Em Força pelo Francisco”, onde além da divulgação do NIB da conta na qual os interessados podem depositar o seu donativo, divulga-se a venda de produtos , alguns de fabrico caseiro, feitos por quem quer contribuir para angariar verbas a favor do jovem - desde máscaras, bolos, compotas, entre outros.
No último fim de semana, decorreu uma venda de doces e de tartes, no salão paroquial da Matriz, com o mesmo objetivo.

Há ainda mealheiros espalhados por alguns estabelecimentos para recolha de mais contributos.

Mas a grande preocupação da família, da qual fazem parte ainda outros cinco filhos, é a casa para onde Francisco deverá regressar daqui a dois meses, salienta Ana Amorim. Localizada numa rua íngreme, na freguesia da Matriz, e com um acesso feito por seis degraus, a habitação não oferece condições de acessibilidade a uma cadeira de rodas, e não está preparada para quem tem dificuldades de mobilidade.

“Nós queremos que o Francisco seja independente”, diz Ana Amorim. “Ele não vai ficar de manhã à noite em casa. Não queremos isso para ele”, repara. Por isso, para a família, mudar de casa é a única solução.

Ana Amorim pede, deste modo, a intervenção das entidades públicas no sentido de ajudarem a concretizar esse objetivo de não deixar este jovem ficar “preso” em casa.

Clubes desportivos unem-se para angariar fundos

Francisco era atleta de futsal do Clube Desportivo de Santa Bárbara. O Benfica Águia Sport não ficou indiferente à história do jovem e criou uma campanha solidária que pretende envolver todos os clubes de futebol de São Miguel.

João Correia, presidente do Benfica Águia Sport, explica que o clube convidou os restantes clubes de futebol da ilha a leiloarem uma camisola autografada, para que o valor angariado seja entregue no próximo dia 20 de setembro ao pai do Francisco. O objetivo é adquirir uma cadeira de rodas, no valor de sete mil euros, e uma cama apropriada, adianta o responsável.

Segundo João Correia já aderiram à ideia clubes como o Vitória Pico da Pedra, o Vale Formoso, o Capelense e o Santa Clara. Mas o presidente do Benfica Águia Sport espera que mais clubes se juntem a esta campanha solidária.



 
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