“Estamos em total desacordo com qualquer alargamento da Liga (...), bem como qualquer alteração do modelo competitivo, com o intuito de salvaguardar o nível de competitividade da prova”, indicaram os clubes, em comunicado, subscrito por 12 dos 14 emblemas.
A tomada de posição surgiu após uma reunião dos clubes por videoconferência e contou apenas com a abstenção de Belenenses e Clube Recreativo de Candoso, que ocupavam os últimos lugares na Liga quando a prova foi suspensa, devido à pandemia de Covid-19.
“[Abstiveram-se] o CF ‘Os Belenenses’ e o Clube Recreativo de Candoso, atendendo ao natural conflito de interesses, apesar de terem marcado presença nesta reunião”, refere a nota.
Além da questão do alargamento, os clubes subscritores dizem ainda que, não existindo atribuição do título e com o campeonato anulado – em decisão comunicada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) –, não devem existir promoções, nem despromoções.
“Caso a Federação Portuguesa de Futebol entenda que é imperativo existirem subidas à Liga, defendemos que esse mérito deve ser conquistado em campo, tal como outras federações estão a planear, e nunca por via administrativa”, defendem.
Finalmente, os subscritores sugerem à FPF que as alterações previstas nos quadros competitivos de futsal para a época 2021/22, aconteçam já na próxima temporada.
"Atendendo ao superior interesse do futsal português e aproveitando o momento que vivemos, sugerimos que as alterações dos atuais quadros competitivos de futsal, previstos pela Federação Portuguesa de Futebol para a época 2021/22, se efetivem já na época 2020/21", dizem.
