Cheque-dentista devia ser introduzido nos Açores


 

Sónia Bettencpurt/A União   Regional   25 de Out de 2009, 20:33

O cheque-dentista devia ser introduzido na região à semelhança do que acontece no resto do país. As palavras são de Orlando Monteiro da Silva, a propósito das suas propostas como candidato a bastonário da Ordem dos Médicos-Dentistas (OMD).

 

"Não faz sentido que nos Açores não esteja disponível o cheque-dentista. Claro que seria adaptado, se necessário", considera o profissional de saúde oral que esteve no fim-de-semana em Ponta Delgada e Angra do Heroísmo, respectivamente, classificando esta medida "necessária". "Destinam-se a grupos específicos da população como grávidas, crianças e idosos", especifica. Essas consultas gratuitas, explica, encontram-se inseridas num programa social, podendo fazer "toda a diferença junto da população mais carenciada". Actualmente, o valor do cheque-dentista é de 40 euros e permite e garante duas a três consultas por ano, a cada um dos grupos mencionados. "Brevemente vai haver uma actualização do valor do cheque, de 40 para 50 euros. No grupo das crianças o mesmo cheque será alargado à faixa dos 13 anos aos 18 anos", refere.

Em termos gerais, o caso dos Açores, reforça, terá de ser estudado no sentido de se criar a melhor forma de adaptar a medida ao arquipélago.

Outras propostas indicadas são a revalidação da tabela de reembolsos de médicos-dentistas e a integração desses profissionais nos hospitais da região. No seu entender, enquanto a primeira necessita de revalidação, a segunda necessita da criação de uma área de serviço específico.

"A tabela de reembolsos não é revista há anos, possivelmente desde 1987, sendo que é necessário a sua adaptação e revisão periódica. É também preciso integrar os médicos-dentistas nos hospitais da região criando serviços de medicina dentária e estomatologia", defende.

Já a nível nacional, o bastonário da OMD indicou a inserção obrigatória da medicina dentária na medicina do trabalho, a entrada dos médicos-dentistas nos hospitais públicos, através de uma carreira profissional própria, e a contratualização pelas Unidades de Saúde Familiar.

"Pretendemos encontrar as fórmulas adequadas para ajudar a inserção dos jovens colegas no mundo de trabalho, contando com a colaboração do Governo", diz Orlando Monteiro da Silva, salientando a necessidade de fixar os jovens profissionais no seu país. "Muitos estão a emigrar para Inglaterra, Suécia e Luxemburgo, entre outros países da Europa", refere o primeiro português presidente da Federação Dentária Internacional (FDI), cargo que tomará posse em 2011.

Segundo Orlando Monteiro da Silva, a sua recandidatura foi motivada pelo apelo de mais de 800 colegas de trabalho que o convenceram a dar "continuidade ao projecto e às medidas em curso". "Aceitei com uma condição: ser útil para a classe", diz.

Presentemente, na OMD estão inscritos 7000 médicos-dentistas, sendo cerca de meia centena dos Açores.

 

Nova Delegação será em Angra

A Delegação dos Açores da OMD será construída em Angra do Heroísmo. O edifício já foi adquirido e ficará próximo do novo hospital, conforme adianta o bastonário.

Orlando Monteiro da Silva considera "muito importante" este investimento da OMD em colaboração com o Governo Regional, através da Secretaria Regional dos Assuntos Sociais. "Enquanto espaço físico de diálogo com a população e com as entidades governamentais", precisa.

O novo espaço contempla sala de formação contínua, biblioteca e local de atendimento ao público, e será equipado com avançados meios tecnológicos e sistema de vídeo-conferência.

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