Presidenciais2026

César apela ao voto em Seguro, Pacheco crente na vitória de Ventura

Líder do PS/Açores diz que resultado da primeira volta foi uma vitória da moderação e pede a Bolieiro que apele ao voto no candidato socialista. Presidente do Chega/Açores e mandatário regional considera que o povo está a abrir os olhos após “50 anos de socialismo”



Os Açores seguiram os resultados a nível nacional, com António José Seguro a ser o mais votado, recolhendo 28.714 votos (30,79%), com André Ventura em segundo na fila, mas com uma diferença mais curta do que o total do país: 24 938 votos (26,74%).

No quadro eleitoral, oito ilhas depositaram a sua confiança em Seguro, exceto São Miguel, onde Ventura venceu nos concelhos da RibeiraGrande, Lagoa, Vila Franca do Campo, Povoação e Nordeste, “falhando” apenas Ponta Delgada por 386 votos.

A grande diferença dos resultados na região com o país prende-se na abstenção: se a nível nacional ela cifrou-se nos 38,49%, nos Açores foram mais de metade os que ficaram em casa (57,85%).

Para Francisco César, presidente do Partido Socialista dos Açores, o triunfo de António José Seguro é, também, “de todos aqueles que acreditam num projeto político para o país, da moderação, de uma pessoa decente, que tem uma vontade de ter um mandato não contra ninguém, mas a favor de todos”.

Alguém que, acrescenta, é o garante da fiscalização efetiva do governo, do funcionamento das instituições, “mas também suprapartidário”. “Todos nós sabemos as origens que tem, do centro esquerda desde sempre, mas que é capaz de fazer pontes com o centro direita e com todos os democratas”.

Considerando que foi um “bom dia” para Portugal, o também deputado à Assembleia da República lançou já o que será a segunda volta, perspetivando o duelo Seguro/Ventura.

E para Francisco César, o que está em causa é “a luta pela democracia, pelo estado de direito, pelo funcionamento das nossas instituições e das regras que fazem funcionar a nossa sociedade, de acordo com a democracia, com a ética e os bons costumes”.

Razões pelas quais faz um apelo aos responsáveis políticos de todas as forças partidárias: “Faço o apelo a José Manuel Bolieiro e aos restantes líderes partidários, para que apelem ao voto em António José Seguro”.

Leitura diametralmente oposta tem José Pacheco, presidente do Chega/Açores e mandatário regional da candidatura de André Ventura.

Ouvido na sede do partido, em Ponta Delgada - único concelho da ilha de São Miguel que o candidato do Chega não venceu - o também líder da bancada no parlamento regional entendeu o segundo lugar de André Ventura de uma forma bastante direta: “O povo está a abrir os olhos, passados 50 anos o socialismo não resulta. E estão a confiar noAndré, que é uma máquina imbatível”.

Sobre os resultados regionais, José Pacheco ficou “satisfeito”, assinalando que o partido teve um resultado nos Açores acima da média nacional.
“Também felicito o meu companheiro da Madeira. Aqui ainda temos muito socialismo, mas isso está a acabar”.

Sobre a segunda volta, o líder do Chega/Açores acredita que é possível que André Ventura, quem considera ser o líder da Direita, seja eleito Presidente da República, algo que contraria todas as sondagens realizadas até agora.

“Vamos trabalhar arduamente para isso e depois assumir os resultados, quaisquer que eles forem. E no dia seguinte, voltaremos a trabalhar no parlamento”.

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A Marinha Portuguesa, através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada), coordenou no fim de semana o resgate de um tripulante de um veleiro que navegava ao largo de São Miguel