Açoriano Oriental
Açores/Eleições
CDS critica falta de vacinas contra a gripe nas farmácias

O líder do CDS-PP/Açores e candidato às eleições legislativas regionais, Artur Lima, acusou o Governo Regional de não ter acautelado um número suficiente de vacinas contra a gripe para as farmácias do arquipélago.

CDS critica falta de vacinas contra a gripe nas farmácias

Autor: Lusa/AO Online

“Afinal a preparação da época outono/inverno do Governo Regional para combater a gripe sazonal não foi bem sucedida. Mandaram para as farmácias, por exemplo aqui na farmácia das Flores, apenas um terço das vacinas que foram pedidas, o que é manifestamente pouco para vacinar a população”, avançou, em declarações à Lusa, por telefone, a partir da ilha das Flores.

Artur Lima, que é cabeça de lista do CDS pelos círculos eleitorais da ilha Terceira e da compensação, participou hoje numa ação de campanha na ilha das Flores, acompanhado pelo líder nacional do partido, Francisco Rodrigues dos Santos, e pelo cabeça de lista da ilha, Fábio Alves.

Questionado sobre o facto de o diretor regional da Saúde, que é também candidato às eleições legislativas regionais pelo PS, ter feito um balanço sobre a evolução da pandemia da covid-19, numa conferência de imprensa, a menos de uma semana das eleições, Artur Lima acusou o executivo açoriano de fazer “propaganda com a desgraça dos outros”.

“Lamento profundamente que a autoridade candidata tenha feito isso. Julgo que o balanço seria feito por um porta-voz da direção regional da Saúde. Se o Governo entende continuar a fazer propaganda com a desgraça dos outros, eu lamento profundamente”, apontou.

Na ilha das Flores, o líder regional centrista criticou as falhas na fixação de médicos de família e na deslocação de especialistas.

“O governo negligenciou a deslocação de especialistas e a esmagadora maioria das consultas de especialidade não foram feitas, o que é de lamentar. Quer dizer que o Governo não preparou bem esta fase nem capacitou devidamente o Serviço Regional de Saúde”, acusou.

Já o cabeça de lista do CDS pelas Flores, Fábio Alves, apontou o combate à falta de população como prioridade da candidatura, defendendo a necessidade de melhorar o acesso à saúde, ao emprego e aos transportes.

“Não podemos ter um emprego baseado em programas ocupacionais e em programas de estágios, que depois não têm futuro”, sublinhou.

No arquipélago há vários dias a acompanhar a campanha, o líder nacional centrista, Francisco Rodrigues dos Santos, reiterou que o voto no CDS “é o único que garante uma mudança efetiva de políticas nos Açores” e é “a única oportunidade para roubar a maioria absoluta ao Partido Socialista”.

“Eu sinto um grande apoio popular aos candidatos do CDS, que criam expectativa de que o partido esteja a trabalhar para obter o crescimento que merece e que é justo, atendendo ao trabalho que desenvolveu ao longo dos últimos quatro anos, que se traduziu em novos direitos na vida dos açorianos”, reforçou.

Nas últimas eleições regionais, o CDS elegeu quatro deputados, um pela Terceira, um por São Jorge e dois pela compensação, mas em 2008 elegeu um deputado pela ilha das Flores.

As legislativas dos Açores decorrem no dia 25, com 13 forças políticas candidatas ao parlamento: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.


 
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