CDS/Açores quer Vasco Cordeiro a dar explicações em comissão de inquérito

CDS/Açores quer Vasco Cordeiro a dar explicações em comissão de inquérito

 

Lusa/Ao online   Regional   10 de Nov de 2018, 10:29

 O CDS-PP/Açores acusou esta sexta feira o presidente do Governo Regional de não "prestar os devidos esclarecimentos" sobre o processo de privatização da SATA e a anulação do concurso, pedindo a Vasco Cordeiro que dê esclarecimentos à Assembleia Legislativa.

"O presidente do Governo [Regional], em lugar de prestar os devidos esclarecimentos (...), optou, através de uma narrativa que não tem outro objetivo que não a sua desresponsabilização, por acusar os deputados membros da comissão de inquérito de falta de correção, respeito e lealdade institucional, para além de declarar, sem precisar, que os factos ocorridos resultaram de uma planeada e concertada estratégia que tinha como finalidade o objetivo de prejudicar o grupo SATA e a região", vincou em nota de imprensa o CDS-PP, liderado nos Açores por Artur Lima.

Em causa está a anulação do concurso da privatização de 49% da Azores Airlines (a operação da transportadora aérea SATA para fora do arquipélago), o que sucede após a divulgação de documentos que causaram um "sério dano ao grupo SATA e aos Açores", anunciou hoje o Governo dos Açores.

O presidente do Governo dos Açores, o socialista Vasco Cordeiro, mostrou-se, entretanto, dececionado com a divulgação de informação "confidencial" em torno do processo de alienação de 49% da Azores Airlines, frisando que este "é um caso de polícia".

"A partir de agora isto é um caso de polícia. Será apresentada queixa, porque julgo que configura crime aquilo que foi feito", disse Vasco Cordeiro aos jornalistas.

A RTP/Açores citou nos seus serviços informativos documentos privados da comissão de inquérito do parlamento regional ao setor empresarial público, indicando que não havia uma proposta formal apresentada pelos islandeses da Icelandair, única entidade qualificada para a segunda fase da alienação, mas sim o intuito de abrir um período de negociações com a SATA.

"O Governo [Regional] não escondeu nada, forneceu informação à comissão como era sua obrigação, explicou por que razão a informação que ali estava era sensível (...), havia um acordo de confidencialidade entre as duas empresas e o facto é que oito dias depois isto está nos jornais", afirmou Vasco Cordeiro.

Para o CDS, as declarações do presidente do Governo Regional, "ao não concretizar as acusações efetuadas, ao não estabelecer qualquer nexo de casualidade entre os acontecimentos verificados e as acusações proferidas, não têm nenhum outro propósito que não seja encontrar um pretexto para não assumir as devidas responsabilidades por um processo de privatização imaginário que anunciou, atestou e proclamou como dado adquirido".

Os centristas querem que o governante diga em sede de comissão "se existiu, ou não, uma proposta de aquisição, quais foram os procedimentos de negociação efetuados", e que esclareça, também, "os fundamentos da imputação da responsabilidade pela exposição pública da documentação que fez recair sobre os deputados integrantes da comissão de inquérito" do parlamento açoriano.



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