Sociedade

Casal ao relento à porta da Segurança Social

Casal ao relento à porta da Segurança Social

 

PG/OG   Regional   4 de Nov de 2008, 10:03

Um casal de jovens com uma criança preparou-se ontem ao final do dia para passar a noite ao relento junto ao edifício da Segurança Social, em Ponta Delgada, a fim de chamar a atenção para o seu caso.
Deram o rosto, mas foi a mãe do jovem, Cidália Cabral Saraiva,  de 47 anos, que deu voz à reportagem do Açoriano Oriental/TSF, contando que desde que os acolheu, há cerca de quatro meses, não consegue sustentá-los e que o marido, padrasto do filho, ameaça pôr o casal na rua.
Reformada por invalidez, diz que vive na Rua do Laureano, em Ponta Delgada, com o marido e que “como mãe abri-lhes a porta” embora não soubesse deles “há aproximadamente um ano.”
Pediu então, relata, “ajuda à Segurança Social para eles”, mas foi entendido pelos serviços que o casal e o neto fazem parte do seu agregado familiar o que, no seu entender,  “não é assim”.
Conta ainda que a pouca ajuda recebida foi do Banco Alimentar, e mais 85 euros, desde o mês passado.
Reconhece que a casa onde mora “tem condições para os receber” mas que “não tem condições para os sustentar”.
Assim, apela  para que a Segurança Social não os considere parte do seu agregado familiar, por forma a que possam receber ajuda para uma casa ou rendimento mínimo. “Se eles saírem para isso, até lá para onde vão?”, questiona.  “O meu marido não é pai, não é sogro, nem é avô: é padrasto, e diz que não estava preparado para esta situação...”, reforça.

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