Casa dos Açores do Ontário apela à participação cívica dos jovens no 33.º aniversário


 

Lusa/Ao online   Internacional   11 de Nov de 2018, 21:03

A Casa dos Açores do Ontário apela a uma maior participação cívica dos jovens nas atividades, disse este domingo a presidente da instituição, esclarecendo que este é o grande desafio para muitas das associações portuguesas.

"Temos dificuldades em trazer pessoas abaixo dos 55 anos para podermos dar continuidade (a algumas das atividades) da Casa dos Açores do Ontário", começou por afirmar, à agência Lusa, Suzanne Cunha de 48 anos.

A luso-canadiana, presidente da coletividade, filha de emigrantes de S. Miguel e do Faial (Açores), falava no sábado à noite durante o encerramento da 20.ª Semana Cultural Açoriana e as comemorações do 33.º aniversário da Casa dos Açores do Ontário, perante 140 associados e amigos.

Apesar do apelo, integram os órgãos sociais da coletividade alguns jovens, no conselho fiscal três diretoras são "mulheres com menos de 35 anos", enquanto a diretora mais nova da Casa dos Açores "16 anos".

Suzane Cunha deixou o alerta: “Os jovens têm de começar a mostrar interesse em participarem nas atividades para dar continuidade à associação. O meu mandato finda dentro de ano e meio. Têm de aparecer outras pessoas para assumirem a responsabilidade".

A Casa dos Açores do Ontário mostra-se disponível a novas ideias apelando à participação dos jovens lusodescendentes que pretendam participar nos eventos "sem a responsabilidade de integrarem uma direção".

O Diretor Regional das Comunidades Paulo Teves, de visita ao Canadá e presente no evento, reconheceu que este "é um dos grandes desafios partilhados pelas diferentes comunidades portuguesas", principalmente das segundas e terceiras gerações de origem açoriana que nasceram no Canadá.

O representante do Governo açoriano justificou que ao longo dos anos têm "desenvolvido diversas atividades" para tentar incentivar os lusodescendentes a apoiarem o associativismo, destacando-se cursos ‘in loco' sobre os Açores para jovens.

"É importante mostrar a esses jovens que os Açores têm uma identidade muito própria, que têm esse património cultural, mas também estão na vanguarda tecnológica. Temos boas infraestruturas, e uma oferta cultural contemporânea significativa", sublinhou.

Em 2019 o Governo Regional espera regressar com o programa de cursos para lusodescendentes para os "comprometer a trabalharem juntos com as associações".

Acompanhado pela deputada federal pelo distrito eleitoral da Davenport Julie Dzerowicz, o ministro da Imigração, Cidadania e Refugiados Ahmed Hussen, visitou pela primeira vez a Casa dos Açores, deixando uma mensagem de reconhecimento.

"Vim aqui para agradecer o contributo que os açorianos desempenharam para o desenvolvimento do Canadá. Quero encorajá-los a continuar a celebrar a sua cultura e diversidade cultural", declarou à Lusa.

Durante o jantar de aniversário da coletividade foram reconhecidos com o ‘Açor de Ouro' pelo seu contributo financeiro e voluntário Carlos Botelho, Adriana Viveiros e Grinualda Pavão.

A Casa dos Açores do Ontário, fundada há 33 anos, conta atualmente com 375 sócios ativos.




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