Carlos Moedas defende “mais projetos de investigação” sobre o fundo do mar

Carlos Moedas defende “mais projetos de investigação” sobre o fundo do mar

 

Lusa/AO online   Regional   26 de Jul de 2019, 15:58

O comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, considerou que é necessário mais investimento da União Europeia em projetos de investigação sobre o fundo do mar.

"Deveríamos ter mais projetos deste tipo, para conhecermos o fundo do mar. Isso é essencial para o nosso futuro", disse hoje o comissário português, no final de uma visita ao submarino "Lula", pertencente à Fundação Rebikoff-Niggeler, que tem sede na cidade da Horta, nos Açores.

Carlos Moedas, que fecha hoje uma visita de três dias ao arquipélago, recordou que o fundo dos oceanos reserva potenciais benefícios para o Homem, que estão ainda por descobrir.

"O fundo do mar pode trazer-nos soluções, em termos médicos, por exemplo, novos antibióticos, e pode trazer-nos também soluções em termos de energia e de geologia, e isso pode melhorar a nossa vida", realçou o comissário europeu, lamentando que ainda se conheça "pouco do fundo do mar".

Carlos Moedas teve oportunidade de entrar no submarino "Lula 1000", um dos 12 submergíveis tripulados, dedicados à investigação, que existem em todo o mundo, que está acoplado a um navio de investigação, pertencente à Fundação Rebikoff-Nieggeler, uma organização sem fins lucrativos, declarada como instituição de utilidade pública.

O submarino "Lula" não chegou a submergir, mas o comissário europeu ficou, mesmo assim, satisfeito com o que viu: "Valeu muito a pena e acho que os Açores devem ter muito orgulho em terem aqui esta fundação Rebikoff, que é um exemplo para todos".

Também esta manhã, Carlos Moedas visitou as instalações do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, onde ouviu algumas das preocupações dos investigadores e biólogos marinhos que ali trabalham, relacionadas com o financiamento dos projetos de investigação e com a precariedade da sua atividade.


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