Assembleia Legislativa Regional

Carlos César desafia PSD a acabar com "hipocrisia"

O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, desafiou esta terça-feira o PSD a votar contra a proposta de Orçamento do Estado para 2011 e a acabar com a “hipocrisia” de criticar o documento apesar de admitir viabilizá-lo.


"Quem acha que este é um mau Orçamento do Estado deve votar contra e deve constituir-se na responsabilidade de dar outra resposta ao país”, frisou o presidente do executivo açoriano, acrescentando que o "essencial” nesta matéria “é não ter hipocrisia”.

Carlos César, que falava no plenário da Assembleia Legislativa dos Açores, na Horta, Faial, lamentou que os sociais-democratas continuem a esconder o seu sentido de voto em relação ao OE2011, umas vezes criticando as medidas de austeridade e apoiando noutros casos.

O presidente do governo respondeu desta forma às críticas feitas pelo líder da bancada parlamentar do PSD/Açores, António Marinho, que rejeitou qualquer responsabilidade dos sociais-democratas no actual estado das contas públicas.

António Marinho defendeu que o seu partido tem assumido uma “postura responsável” em relação às medidas de austeridade e ao OE2001, mas recusou que os sociais-democratas sejam “confundidos” com os socialistas.

“Não fomos nós que criámos esta situação!”, frisou.

O tema foi levado ao plenário pelo deputado regional do PCP, Aníbal Pires, que acusou PS e PSD de estarem a “arrastar” o país para um “caminho ruinoso” com as medidas de austeridade.

“Os senhores têm tanta responsabilidade como tem o actual governo, por isso escusam de sacudir a água do capote”, afirmou Aníbal Pires, dirigindo-se à bancada parlamentar do PSD.

Por seu lado, o líder parlamentar do PP/Açores, Artur Lima, criticou as declarações do presidente do governo regional, para quem a actual situação financeira do país também se deve às anteriores governações da coligação PSD/PP no governo do país.

“O estado em que estão as contas públicas é culpa dos partidos da oposição?”, questionou Artur Lima, considerando que essa acusação, além de “hilariante”, é “verdadeiramente inacreditável”.
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Greve geral

O Governo Regional dos Açores esclareceu que “não fixou quaisquer serviços mínimos” no dia da greve geral, ao contrário do que foi referido pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS)