Assembleia Legislativa Regional

Carlos César desafia PSD a acabar com "hipocrisia"

Carlos César desafia PSD a acabar com "hipocrisia"

 

Lusa/AO online   Regional   19 de Out de 2010, 18:28

O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, desafiou esta terça-feira o PSD a votar contra a proposta de Orçamento do Estado para 2011 e a acabar com a “hipocrisia” de criticar o documento apesar de admitir viabilizá-lo.
"Quem acha que este é um mau Orçamento do Estado deve votar contra e deve constituir-se na responsabilidade de dar outra resposta ao país”, frisou o presidente do executivo açoriano, acrescentando que o "essencial” nesta matéria “é não ter hipocrisia”.

Carlos César, que falava no plenário da Assembleia Legislativa dos Açores, na Horta, Faial, lamentou que os sociais-democratas continuem a esconder o seu sentido de voto em relação ao OE2011, umas vezes criticando as medidas de austeridade e apoiando noutros casos.

O presidente do governo respondeu desta forma às críticas feitas pelo líder da bancada parlamentar do PSD/Açores, António Marinho, que rejeitou qualquer responsabilidade dos sociais-democratas no actual estado das contas públicas.

António Marinho defendeu que o seu partido tem assumido uma “postura responsável” em relação às medidas de austeridade e ao OE2001, mas recusou que os sociais-democratas sejam “confundidos” com os socialistas.

“Não fomos nós que criámos esta situação!”, frisou.

O tema foi levado ao plenário pelo deputado regional do PCP, Aníbal Pires, que acusou PS e PSD de estarem a “arrastar” o país para um “caminho ruinoso” com as medidas de austeridade.

“Os senhores têm tanta responsabilidade como tem o actual governo, por isso escusam de sacudir a água do capote”, afirmou Aníbal Pires, dirigindo-se à bancada parlamentar do PSD.

Por seu lado, o líder parlamentar do PP/Açores, Artur Lima, criticou as declarações do presidente do governo regional, para quem a actual situação financeira do país também se deve às anteriores governações da coligação PSD/PP no governo do país.

“O estado em que estão as contas públicas é culpa dos partidos da oposição?”, questionou Artur Lima, considerando que essa acusação, além de “hilariante”, é “verdadeiramente inacreditável”.

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