Candidatos derrotados dividem-se entre a vereação, a AR ou as férias sabáticas

Candidatos derrotados dividem-se entre a vereação, a AR ou as férias sabáticas

 

Lusa/AO Online   Nacional   10 de Nov de 2013, 11:09

Os candidatos derrotados do PSD e do PS às câmaras de Lisboa, Porto, Gaia, Matosinhos, Viseu, Sintra e Oeiras dividem-se agora entre o cargo de vereadores da oposição, a Assembleia da República ou férias sabáticas.

O ex-presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, que se candidatou a Lisboa e perdeu as eleições autárquicas pela coligação do PSD/CDS-PP contra o socialista António Costa, assumiu o mandato como vereador da oposição na capital, mas esta será a sua única “intervenção política”.

A nível pessoal, Fernando Seara vai voltar a dar aulas – já foi professor nas universidades Técnica e Lusíada de Lisboa – e requereu o regresso à advocacia.

Já o social-democrata e ex-presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, que perdeu a corrida à Câmara do Porto, numa disputa que deu ao independente Rui Moreira a cadeira ocupada nos últimos anos pelo “laranja” Rui Rio tem andado afastado dos holofotes e da vida pública.

Menezes escreveu na sua página pessoal de Facebook estar “de férias sabáticas, porventura definitivas, da atividade política ativa”, onde parafraseando Mário Soares - "um político assume-se" - considerou que o “direito à intervenção pública cívica ninguém” lhe “retirará”, estando “agora com muito mais liberdade”.

O ex-líder do PSD e conselheiro de Estado celebrou no passado fim de semana o seu 60.º aniversário, uma festa surpresa que contou com a presença de familiares, amigos e caras conhecidas do meio político e público, como o ex-presidente social-democrata, Luís Marques Mendes, do líder da bancada parlamentar do PSD, Luís Montenegro e de Eduardo Vítor Rodrigues, o socialista que sucedeu a Menezes à frente dos destinos da Câmara de Gaia.

Em declarações à Move Notícias, Menezes disse estar cheio de novas ideias e “virado para muitos projetos, tanto nacionais como internacionais”, manifestando-se “enojado com a política e com a comunicação social”.

Na outra margem do Douro, após a derrota na Câmara de Vila Nova de Gaia, Carlos Abreu Amorim decidiu manter-se na política, enquanto vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, ainda que há cerca de um mês tenha admitido que poderia dedicar-se em exclusivo à vida académica.

“Tive uma longa conversa com o Dr. Luís Montenegro e ele convenceu-me que este não é o momento para virar a cara à luta mas para a levar até ao fim”, disse à Lusa o deputado que garantiu que ficará “em exclusivo” na Assembleia da República.

Com apenas 19,97% dos votos do eleitorado, Abreu Amorim anunciou que não ficaria em Gaia para assumir o cargo de vereador.

Também pela Assembleia da República anda o deputado e vice-presidente do PSD Pedro Pinto, que concorreu a Sintra em coligação com o CDS-PP e o MPT, tendo ficado atrás do PS, liderado por Basílio Horta, e do independente Marco Almeida, também social-democrata, cuja intenção de ser candidato pelo partido foi rejeitada pela distrital de Lisboa.

Em Sintra, o PSD fez um acordo de governação da Câmara com o PS, tendo Pedro Pinto suspendido o mandato. O vice-presidente social-democrata disse à Lusa que vai manter-se como deputado na Assembleia da República, onde preside à Comissão de Economia e Obras Públicas. No entanto, afirmou que vai manter-se atento a Sintra, onde se desloca todas as semanas, e para onde transferiu a sua militância.

Já regressado “à vida normal” está Moita Flores, ex-presidente da câmara de Santarém e candidato do PSD à Câmara de Oeiras que foi derrotado a 29 de setembro pelo movimento independente Isaltino Oeiras Mais À Frente (IOMAF).

"Estou a acabar o meu próximo romance e estou também a preparar uma série televisiva, portanto, retomei a minha vida, estou a trabalhar", afirmou.

Moita Flores prometeu, no entanto, estar atento aos problemas do concelho de Oeiras, tendo tomado posse como vereador.

Mais a norte, o socialista José Junqueiro, que perdeu para Almeida Henriques (PSD) a “corrida” para a presidência da Câmara de Viseu, promete desempenhar ativamente o seu papel de vereador da oposição, apesar do “esforço e despesa suplementar” que terá de despender.

Isto porque Almeida Henriques decidiu manter as reuniões do executivo às quintas-feiras, dia em que José Junqueiro tem também de estar em Lisboa, por ser deputado na Assembleia da República.

“Vou na quarta-feira à noite [para Viseu], faço a reunião da Câmara na quinta de manhã e, no final, regresso a Lisboa para a reunião na Assembleia da República, à tarde”, contou à Lusa.

Com os pés no concelho e prometendo empenho “em fazer uma oposição responsável” está António Parada, candidato do PS a Matosinhos, que na noite eleitoral perdeu o município governado pelo PS há 37 anos. A vitória coube ao ex-socialista, agora independente, Guilherme Pinto que conseguiu a reeleição para o terceiro mandato.

Em matéria de política partidária, Parada afirmou à agência Lusa que não se recandidata à liderança da concelhia do PS/Matosinhos nas eleições internas de dezembro, cargo que tinha suspendido no período que antecedeu a disputa autárquica.


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