Cancelado concerto dos Arcade Fire em Lisboa a 18 de novembro


 

Lusa   Nacional   1 de Nov de 2010, 20:23

O concerto da banda Arcade Fire previsto para dia 18 no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, foi cancelado devido à realização da Cimeira da NATO, anunciou hoje a promotora Everything is New.

 

Num comunicado, a promotora refere ter sido informada pela sociedade gestora do Pavilhão Atlântico que "o recinto não estará disponível" para o concerto dos canadianos Arcade Fire no dia 18 de novembro.

A Everything is New acrescenta que a posição da gestora do pavilhão terá resultado de determinação do Ministério dos Negócios Estrangeiros, comunicada através da Estrutura de Missão para a Cimeira da Nato, e ficará a dever-se a razões de segurança relacionadas com a realização da Cimeira da NATO.

A cimeira vai decorrer na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações - zona onde está situado o Pavilhão Atlântico - nos dias 19 e 20 de novembro.

Os Arcade Fire chegaram a sugerir antecipar o concerto para 17 de novembro, mas também esta data terá sido considerada inviável, acrescenta a promotora.

Os Arcade Fire e a Everything is New "lamentam profundamente o cancelamento do concerto e partilham com os milhares de fãs a desilusão por não poder ser Lisboa a abrir a tournée europeia do grupo", assinalam ainda no comunicado.

A banda e a produtora do espetáculo sublinham ainda que "são totalmente alheios a esta circunstância e tudo fizeram para que fosse possível manter o concerto".

O preço dos bilhetes já vendidos será reembolsado nos pontos de venda onde os adquiriram, a parir de quarta-feira.

Ainda na quinta-feira passada, em declarações à agência Lusa, o agente do grupo tinha comentado que os Arcade Fire não são ameaça para a cimeira da Nato e, até prova em contrário, manter-se-ía o concerto a 18 de novembro em Lisboa.

Scott Rodger referiu ainda que os músicos estavam entusiasmados com este primeiro concerto da digressão, que começaria em Lisboa, prolongando-se até ao verão de 2011, pelo que não haverá até lá qualquer margem de manobra para uma remarcação do concerto, asseverou.

A 14 de outubro, o promotor português do concerto, Álvaro Covões, disse à Lusa que tinha todas as licenças legais para realizar o concerto no Pavilhão Atlântico e que ninguém do governo lhe tinha formalizado qualquer medida para o cancelamento.

Para o promotor, só uma garantia oficial e formal do governo é que o impediria de realizar o concerto e nesse caso a promotora Everything is New terá que ser indemnizada.

Nesse dia, contactado pela Lusa, o gabinete de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) foi perentório: "Se o concerto se vai realizar ou não, não sei, mas naquele sítio não pode ser. Naquele sítio e naquela data não vai acontecer".


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