Mundial de Râguebi 2007

Campeões do Mundo recebidos em euforia em Joanesburgo

 Campeões do Mundo recebidos em euforia em Joanesburgo

 

Lusa / AO online   Outras modalidades   23 de Out de 2007, 12:03

A selecção sul-africana de râguebi, que se sagrou campeã do Mundo sábado em Paris, foi esta terça-feira recebida em euforia por milhares de adeptos na sua chegada no aeroporto de Joanesburgo.
Equipas jovens de clubes e escolas de várias cidades do país, muitas situadas a centenas de quilómetros de Joanesburgo, e milhares de adeptos de todas as raças, na sua maioria envergando a camisola oficial verde e dourada dos "Springboks", cantaram o hino de vitória "Sosholoza" à chegada dos seus heróis, pouco passava das 06:00 horas da manhã.

Muitos viajaram toda a noite para saudar os campeões do Mundo, enquanto outros, de mais perto, tiveram razões adicionais para prestarem homenagem a determinados elementos da selecção nacional. Foi o caso de uma vasta delegação de alunos, antigos alunos e professores da "Jeppe Boys High School", o estabelecimento de ensino de Joanesburgo onde o técnico Jake White se iniciou no râguebi.

À chegada, o "capitão" John Smit viria a declarar que a recepção do público excedeu todas as expectativas e que o ambiente vivido no aeroporto OR Tambo o comovera profundamente.

Smit foi um dos atletas que o técnico Jake White destacou pela sua excelência, postura humana e espírito de sacrifício revelados durante o Mundial da modalidade, que consagrou os "Springboks" campeões do mundo, 12 anos depois da vitória em Joanesburgo, em 1995.

"Mesmo que alguém seja o melhor seleccionador do mundo, se não se tiver um grande capitão nunca poderá ser um grande seleccionador", declarou White durante a conferência de Imprensa que se seguiu à chegada e às celebrações iniciais.

Outra figura em destaque foi Bryan Habana, eleito o melhor jogador do Mundial.

Habana, que é um dos dois mestiços de uma equipa maioritariamente branca - o que suscita críticas constantes dos políticos no poder na África do Sul - é considerado um símbolo nacional por ter conquistado um estatuto de excelência na modalidade apenas 13 anos após o fim do "apartheid".

O ministro-adjunto dos Desportos, Gert Osthuizen, e muitas outras personalidades da política e do desporto aguardavam também os campeões do mundo.
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