Campanha SOS Cagarro arranca segunda-feira para salvar crias

Campanha SOS Cagarro arranca segunda-feira para salvar crias

 

lusa/AO Online   Regional   30 de Set de 2012, 12:05

A campanha SOS Cagarro, uma das maiores ações de proteção ambiental que se realiza em Portugal, arranca segunda-feira nos Açores, onde se concentra mais de 60 por cento da população mundial desta ave marinha.

 

Esta campanha, que envolve anualmente milhares de voluntários e centenas de instituições em todo o arquipélago, pretende evitar que as crias de cagarros morram quando saem pela primeira vez do ninho e são atraídas pelas luzes dos carros e das localidades.

No ano passado, as 4.709 pessoas e 169 entidades envolvidas nesta iniciativa conseguiram salvar 3.233 pequenos cagarros.

A campanha deste ano terá a sua abertura oficial na segunda-feira às 20:00, no Jardim Botânico do Faial, na Horta.

Os Açores acolhem cerca de 200 mil casais de cagarros, que procuram as ilhas para nidificar, começando os juvenis a abandonar os ninhos durante os meses de outubro e novembro, altura em que são atraídos pelas luzes e acabam por cair nas estradas, onde são atropelados.

Para evitar a morte de milhares de crias, o Governo dos Açores promove anualmente a campanha SOS Cagarro, que se tem afirmado como um exemplo de sucesso ao nível da participação cívica.

O cagarro é uma das maiores aves marinhas do hemisfério norte, atingindo 50 centímetros de comprimento, 840 gramas de peso e uma envergadura de asas de 1,25 metros.

Apesar de os cagarros apresentarem uma grande longevidade, atingindo mais de 40 anos, são particularmente vulneráveis no início da sua vida, especialmente nesta época do ano, quando as crias saem pela primeira vez dos ninhos para iniciar o seu primeiro voo transatlântico.

As pequenas aves são sensíveis às luzes das casas e dos automóveis, acabando muitas vezes por cair nas estradas e ser atropeladas ou vítimas de predadores, surgindo esta campanha como uma forma de as proteger.

Os voluntários recolhem as jovens crias em perigo durante a noite, colocam-nas em caixas de cartão e libertam-nas de manhã junto ao mar, permitindo que iniciem o seu voo migratório em segurança.


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