Açoriano Oriental
Câmara do Comércio de São Jorge preocupada com impacto de greve na Atlanticoline

A Câmara de Comércio da Ilha de São Jorge (CCISJ), nos Açores, manifestou “total preocupação” com os constrangimentos que a greve da transportadora marítima Atlânticoline causará aos empresários, doentes e visitantes das ilhas do Triângulo.

Câmara do Comércio de São Jorge preocupada com impacto de greve na Atlanticoline

Autor: Lusa/AO Online

Em nota de imprensa, o presidente da CCISJ, João Paulo Oliveira, considerou que a convocação de greve entre 12 de julho e 12 de agosto “é claramente prejudicial às empresas das Ilhas de São Jorge, Pico e Faial e acarretará consequências caóticas e prejuízos significativos”.

O sindicato que representa os maquinistas da Atlanticoline apresentou um pré-aviso de greve, entre 12 de julho e 12 de agosto, alegando que a administração da empresa não está a cumprir com o pagamento de horas extraordinárias.

Entre março e abril, a Atlânticoline cancelou mais de 50 viagens entre as denominadas ilhas do Triângulo (Faial, Pico e São Jorge) devido a uma greve dos maquinistas, que exigiam melhores condições salariais.

Na nota agora divulgada, o núcleo empresarial alerta que a greve “dificultará a mobilidade interilhas, resultando em cancelamentos e alterações de planos de viagem por parte dos turistas”.

“É imperativo assegurar a reposição da normalidade das ligações da Atlanticoline e implementar medidas mitigadoras destas possíveis, futuras, situações”, afirma o dirigente.

De acordo com o responsável da CCISJ, “é essencial encontrar um equilíbrio de posições, salvaguardar os direitos e as expectativas dos trabalhadores, a sustentabilidade da empresa e o serviço aos açorianos, que em muito dependem da sua laboração eficiente”.

Considerando os impactos que esta greve trará à economia, à circulação de pessoas, ao transporte de bens e ao serviço a turistas, a CCISJ, em “representação do tecido empresarial da Ilha de São Jorge e demais empresas açorianas prejudicadas, vem, assim, apelar ao diálogo e à concertação”, lê-se na nota.

João Paulo Oliveira quer um entendimento e defendeu que, “a negociar-se uma desconvocação” da greve, deve “assegurar-se assim as ligações hipoteticamente perdidas nesses 30 dias”.


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