Câmara de Vila Franca do Campo quer ilhéu como responsabilidade do município

A presidente da Câmara de Vila Franca do Campo mostrou-se satisfeita com a reabertura do ilhéu a banhos na próxima época balnear e defendeu que aquele ‘ex-líbris’ dos Açores deve ser da responsabilidade do município



Em declarações à agência Lusa, Graça Melo disse estar “imensamente satisfeita” com a reabertura a banhos do ilhéu da Vila, um dos locais turísticos mais procurados no arquipélago que esteve encerrado devido à qualidade da água no último verão.

“Temos todos os motivos para estarmos felizes, até porque a Câmara Municipal, com este novo executivo, tem grande interesse que a época balnear seja em grande em Vila Franca. Estamos a fazer todos os possíveis para dar uma nova dinâmica à marina de Vila Franca”, afirmou.

A reserva natural do ilhéu de Vila Franca do Campo, vai reabrir esta época balnear, depois de ter estado encerrada a banhos devido a águas contaminadas, anunciou o secretário do Ambiente do Governo dos Açores.

A autarca defendeu que o ilhéu de Vila Franca, que está sob alçada do Governo Regional, deveria passar a ser uma “responsabilidade” do município e “ser por inteiro dos vila-franquenses”.

“Gostaríamos muito que o ilhéu passasse para a responsabilidade de Vila Franca”, realçou.

Graça Melo adiantou que aquela possibilidade vai ser “estudada no futuro” e “falada com o secretário do Ambiente e, se necessário, com o presidente do Governo Regional”.

“Tínhamos todos a ganhar. Compreendo que o Governo Regional tem muito que fazer. Tem várias competências, mas a autarquia, com certeza, teria um carinho especial, uma atenção especial, com o nosso ilhéu. Procuraríamos trabalhar novas vertentes turísticas em relação ao ilhéu. Seria muito interessante. Seria algo a estudar”, afirmou.

Segundo a autarca, o município vai estar “atento” à gestão do ilhéu porque o encerramento da zona balnear no último verão provocou “enormes constrangimentos” na economia local.

“[O encerramento do ilhéu] traduziu-se num grande défice a nível financeiro para os nossos empresários e comerciantes. A nível de alojamento local, restauração, hotelaria, fez-se sentir - e de que maneira. Não queremos passar por mais uma fase dessas”, alertou.

Graça Melo lembrou a importância turística do ilhéu de Vila Franca do Campo, que permite “explorar outros potenciais” pontos de interesse na “orla costeira” do concelho.

“Adquirimos um rebocador para servir de ponto turístico na marina. Estamos a estudar a possibilidade de o trazer para Vila Franca. Será um ‘spot’ de mergulho. Vai corresponder às expectativas dos nossos operadores turísticos e o ilhéu aberto é a cereja no topo do bolo, porque vai chamar muito turismo a Vila Franca”, adiantou.

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