Em comunicado, a Comissão Europeia refere que “mais de um milhão de ucranianos estão sem eletricidade, água e aquecimento, com temperaturas abaixo do zero, após ataques russos incessantes contra infraestruturas energéticas”.
“A Comissão Europeia disponibiliza 447 geradores de emergência, no valor de 3,7 milhões de euros, mobilizados a partir das reservas estratégicas da União Europeia (UE), para restabelecer o fornecimento de energia a hospitais, abrigos e serviços críticos”, lê-se.
O executivo comunitário refere que os geradores em questão vão ser distribuídos pelo ministério ucraniano do Desenvolvimento das Comunidades e dos Territórios, em coordenação com a Cruz Vermelha do país, às comunidades mais afetadas.
Citada no comunicado, a comissária europeia para a Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib, considera que “os ataques contínuos da Rússia às infraestruturas energéticas da Ucrânia estão deliberadamente a privar os cidadãos de aquecimento, luz e serviços básicos no meio de um inverno rigoroso”.
“O objetivo é quebrar o espírito ucraniano. Mas vão falhar. A Europa responde com ações, não com palavras. Estes geradores já estão a caminho e acrescentam-se aos 9.500 que a UE já entregou e que já estão a fornecer energia em toda a Ucrânia”, afirma
A Comissão Europeia indica que, desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, a “UE enviou cerca de 10 mil geradores para a Ucrânia através do Mecanismo de Proteção Civil”.
“Antes do inverno, a Comissão também concluiu a relocalização de uma central termoelétrica completa doada pela Lituânia – a maior operação logística na história do Mecanismo de Proteção Civil – para restaurar capacidades críticas da rede elétrica da Ucrânia”, refere-se.
No comunicado, a Comissão Europeia reitera a condenação dos ataques da Rússia contra infraestruturas energéticas e “os danos humanitários que causam”.
“A UE não permitirá que a Rússia tente submeter a Ucrânia pelo frio e continuará a ajudar os ucranianos a atravessar este inverno”, lê-se.
Na Ucrânia, os longos cortes de energia elétrica tornaram-se norma desde que as forças russas começaram a atacar sistematicamente as infraestruturas energéticas ucranianas.
Alguns habitantes da capital afirmam agora que têm apenas uma ou duas horas de eletricidade por dia.
Várias lojas e restaurantes estão encerrados devido aos cortes de energia, os semáforos estão desativados e a iluminação pública à noite foi desligada em alguns bairros.
A estratégia da Rússia de bombardear as instalações elétricas ucranianas tem sido repetida durante o período de inverno desde o início da ofensiva militar contra o país vizinho.
A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
