Açoriano Oriental
Bruno Bettencourt e Rafael Carvalho preparam álbum com as violas dos Açores

Os músicos Bruno Bettencourt e Rafael Carvalho, estão a preparar a edição de um álbum com as violas tradicionais dos Açores, de 15 e de 12 cordas, respetivamente, indica nota.

Bruno Bettencourt e Rafael Carvalho preparam álbum com as violas dos Açores

Autor: Susete Rodrigues/AO Online

A ideia surgiu após um evento online, onde os dois músicos, (Bruno Bettencourt, da ilha Terceira e Rafael Carvalho, da ilha de São Miguel) juntaram, pela primeira vez, estas violas, em vários duetos, e ainda com momentos a solo onde cada músico exemplificou as técnicas de execução associadas à sua viola, no âmbito do 10.ª Edição do Festival “Violas do Atlântico”, levado a cabo pela Associação de Juventude Viola da Terra.


“Após o evento surgiu a ideia de deixar um registo em CD deste encontro musical, não só pela sua importância para a região, mas também para a própria história da nossa viola nos Açores”, assinala o comunicado.


Desta forma, os dois músicos preparam, à distância, a gravação de um álbum que contará com cerca de uma dezena de músicas, entre os quais estarão temas tradicionais da ilha Terceira e da ilha de São Miguel.


Do álbum farão parte as modas que foram apresentadas no Festival “Violas do Atlântico” em 2020, a par com algumas novidades.


“Aliado ao registo dessas modas tradicionais, sustentadas pelas sonoridades típicas das nossas violas, acontecerá uma abordagem atual, com alguma improvisação e harmonizações diferentes, numa visão e cunho pessoal dos dois músicos”, explica a nota.


Para Bruno Bettencourt este álbum é “aliciante, não só pela novidade, mas também pelos moldes em que o mesmo está a ser gravado. Apesar da distância física, nas interpretações a duo há a preocupação de transmitir uma verdadeira cumplicidade e coesão entre as duas violas e os seus executantes. É um momento marcante que mostrará a complementaridade entre as duas violas açorianas que, apesar das diferenças de execução e de construção/constituição, formam em uníssono a base identitária das sonoridades dos Açores”, diz citado no mesmo comunicado.


Já Rafael Carvalho assume que este álbum é importante pois ajuda a “criar pontes de comunicação entre as violas e os seus executantes nos Açores, diminuindo ainda as distâncias entre ilhas pelos sons das nossas violas. Será ainda um registo musical de enorme valor para um maior conhecimento das duas violas dos Açores”.


A edição do álbum será uma produção conjunta da Associação de Juventude Viola da Terra e da Sons do Terreiro – Associação Cultural, sendo o principal objetivo a sua distribuição junto das escolas em sessões de sensibilização que as duas entidades realizam, bem como a oferta a outros músicos que participam nas iniciativas das duas associações.



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