Brasil XXI: vencedores recebem troféu em material reciclado


 

Lusa/AO On line   Outras modalidades   18 de Out de 2009, 09:47

Os vencedores do Grande Prémio Brasil de Fórmula 1 recebem hoje troféus de plástico reciclado a partir do lixo deixado no autódromo de São Paulo pelos milhares de fãs do automobilismo.

A ideia de oferecer troféus ecologicamente correctos repete o êxito da corrida de 2008, quando os pilotos mais rápidos do Grande Prémio Brasil levaram para casa troféus fabricados com etanol de cana-de-açúcar, material totalmente renovável.

A responsável pela produção dos troféus do chamado plástico verde, a Brasken, é uma das três maiores empresas privadas do Brasil e a maior produtora de resinas plásticas da América Latina.

O markentig verde da Brasken tem sido cada vez mais utilizado recentemente pelas empresas brasileiras, com o aumento do protagonismo internacional do Brasil, nos últimos anos.

O objectivo dessas empresas, principalmente algumas ligadas a sectores identificados com a degradação ambiental, como produção de carne e de etanol, é apresentar ao mundo uma nova imagem.

No início de Outubro, numa acção inédita, as maiores câmaras frigoríficas brasileiras, responsáveis por grande parte da produção mundial de carne bovina, assinaram um convênio com os ambientalistas do Greenpeace.

O objectivo foi firmar o compromisso das empresas (JBS, Marfig e Minerva), todas cotadas em bolsa, com o fim da desflorestação da Amazônia, evitando assim possíveis boicotes a seus produtos, no mercado internacional.

As cãmaras frigoríficas terão que comprovar que nenhum de seus fornecedores directos participou na desflorestação da Amazónia, a partir de Junho de 2009, para a criação de gado para abate.

Dados indicam que cerca de 55 por cento das emissões de gases responsáveis pelo efeito de estufa são causadas pela desflorestação da Amazónia no Brasil, quarto maior emissor mundial de CO2.

O compromisso firmado inclui ainda rejeição à invasão de terras indígenas, de áreas de protecção ambiental e ao trabalho em condições semelhantes à escravidão, ainda comum em determinadas regiões brasileiras.

Em todo o Brasil, empresas fabricantes de etanol estão a adoptar plantios de cana-de-açúcar mais adequados ao meio ambiente e a comercializar os seus créditos de carbono, no mercado global.

Dez das maiores companhias brasileiras lançaram recentemente a Plataforma Empresas pelo Clima, com o objectivo de promover a construção da economia de baixo carbono no Brasil e o equilíbrio climático.

A iniciativa decorre na sequência das negociações mundiais que antecedem a XV Conferência das Partes (COP 15), da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, em Copenhaga, na Dinamarca, em Dezembro.


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