O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, apelou à consciência individual e coletiva, convidando os açorianos a refletirem sobre o papel que cada um pode desempenhar na proteção do mar.
O apelo foi realizado na quarta-feira durante a sessão de apresentação do documentário “OCEAN with David Attenborough”, uma iniciativa que reuniu na Região entusiastas do oceano e parceiros envolvidos na estratégia de conservação marinha dos Açores, num momento de reflexão em torno do futuro do mar.
“Este documentário mostra que a mudança é possível e que depende de escolhas coletivas e individuais”, afirmou, apontando a Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores como exemplo concreto dessa transformação e como sinal de que a Região tem capacidade para liderar pelo exemplo.
O governante sublinhou que este encontro assumia um simbolismo especial por ocorrer poucos dias após a entrada em vigor da Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores, “a maior do Atlântico Norte”, que permite proteger 30% do mar açoriano - 15% em regime de proteção total e 15% sob proteção elevada - antecipando em cinco anos as metas internacionais definidas pela ONU e pela União Europeia para 2030. “Este é um marco histórico que reforça a liderança dos Açores na conservação oceânica”, afirmou.
Bolieiro destacou ainda que este resultado resulta de “cinco anos de trabalho científico rigoroso, participação pública e compromisso político”, conduzido pelo Governo Regional e sustentado pelo contributo do Programa Blue Azores e da Universidade dos Açores. E nesse contexto sublinhou que “o Blue Azores não é apenas um programa de conservação: é uma visão integrada para um oceano saudável e uma economia azul sustentável”, assente no envolvimento das comunidades, na promoção da literacia oceânica e na criação de oportunidades.
Defendendo que “conservação e desenvolvimento devem caminhar lado a lado”, o presidente do Governo dos Açores reiterou a importância de continuar o caminho traçado para construir “um futuro onde o oceano, fonte de vida e identidade para os Açores, seja preservado para as próximas gerações”.
Após a exibição do documentário, decorreu uma mesa-redonda que permitiu aprofundar a importância da ciência, das políticas públicas e do envolvimento dos agentes locais na concretização de um modelo de proteção do oceano que seja eficaz e participado.
