Eleições Regionais

Bloco de Esquerda defende criação de um Centro Internacional de Investigação nas ilhas


 

Lusa/AO online   Regional   1 de Out de 2008, 12:22

O Bloco de Esquerda (BE) nos Açores defendeu hoje a criação de um Centro Internacional de Investigação que permita criar nas ilhas um pólo de "excelência" e "dinamizador" da economia regional.
Numa conferência de imprensa para apresentação do manifesto regional do BE para eleições regionais de 19 de Outubro, a coordenadora do partido nas ilhas explicou que este centro deverá estar vocacionado nas áreas onde os Açores "já são uma referência", concretamente das Ciências do Mar, Clima e da Vulcanologia, um projecto a concretizar em parceria com o Governo da República.

    "Não estou a falar de um polozinho, mas de um pólo de investigação de excelência, que crie conhecimento, saber, novas tecnologias, patentes e que as venda", sustentou Zuraida Soares, acrescentando que o empreendimento não deverá ficar circunscrito a uma ilha.

    Aproveitando a "privilegiada" posição geoestratégica dos Açores, o Bloco de Esquerda propôs, ainda, a construção de uma plataforma de serviços aeronáuticos.

    Zuraida disse tratarem-se de duas iniciativas para implementar "um novo modelo de desenvolvimento" e criticou as políticas do Governo regional socialista, que têm levado ao "acentuar das desigualdades" no arquipélago.

    "Nos Açores a pobreza tem vindo a aumentar, o desemprego, precariedade laboral e os salários são baixos e pouco mais de um quarto das mulheres açorianas está no mercado do trabalho", apontou Zuraida Soares, que voltou a criticar o modelo de desenvolvimento "assente nas privatizações de serviços públicos".

    No seu "manifesto regional", os bloquistas preconizam, também, o congelamento dos aumentos das tarifas áreas, até ao final de um estudo integrado dos transportes públicos aéreos e marítimos, e um "contrato com a República" para um Plano de Emergência de colocação de médicos e técnicos de saúde.

    Defendem igualmente que os códigos de Trabalho para a Função Pública e Privado não sejam aplicados na região.

    Com a ambição de eleger uma representação parlamentar a 19 de Outubro, Zuraida Soares considerou que "é preciso arejar" o parlamento açoriano e conferir-lhe "pluralidade".


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