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EUA/Eleições
Bernie Sanders à frente das primárias no Nevada segundo os primeiros resultados
Bernie Sanders estava este sábado à frente no estado do Nevada nas eleições primárias democratas segundo os primeiros resultados que, caso se confirmem, o colocam numa posição de favorito para desafiar Donald Trump nas eleições de 03 de novembro.
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Foto: CJ GUNTHER
Autor: AO Online/ Lusa

A terceira ronda das primárias democratas decorreu hoje neste estado do oeste dos Estados Unidos sob a forma de “caucus”, assembleias de eleitores que exprimem publicamente a sua escolha de candidato.

Segundo os primeiros resultados difundidos pelos media relativos a 5% dos votos, o senador de esquerda dispunha de um avanço muito confortável sobre o trio composto pelo antigo vice-presidente Joe Biden, do moderado Pete Buttigieg e da senadora Elizabeth Warren.

Este voto poderá reforçar a dinâmica do senador socialista Bernie Sanders, antes da “super terça-feira” de 03 de março em que votam 14 estados.

A corrida ainda é longa até à investidura do candidato democrata que vai enfrentar o republicano e atual Presidente Donald Trump, mas o élan garantido pelo escrutínio no Nevada e de seguida na Carolina do Sul (29 de fevereiro) poderá ser determinante.

Ainda hoje, o ator e realizador Clint Eastwood, que apoiou Trump nas últimas presidenciais, optou agora por apoiar no escrutínio de novembro próximo o milionário Michael Bloomberg.

Em entrevista ao Wall Street Journal, Clint Eastwood, 89 anos, precisou que aprecia diversas medidas do Presidente Trump, mas lamenta os aspetos “desagradáveis” da vida política norte-americana.

Donald Trump deveria “agir de forma mais correta, sem ‘tweetar’ e insultar as pessoas”, considerou o ator e realizador, que disse ter optado por Trump em 2016 em detrimento de Hillary Clinton por receio que a candidata do Partido democrata “não seguisse na mesmo direção do [ex-presidente Barack] Obama”.

“A melhor coisa que podemos fazer é eleger Mike Bloomberg”, disse.

O multimilionário Michael Bloomberg optou por não se apresentar nos primeiros estados, para entrar na corrida à nomeação democrata na “super terça-feira”.

No entanto, a fortuna do antigo presidente da câmara de Nova Iorque permitiu-lhe surgir em terceiro lugar na média das sondagens nacionais, após diversos anúncios publicitários onde despendeu mais de 360 milhões de dólares (333 milhões de euros) desde novembro.

Os seus rivais acusam-no, de forma virulenta, de pretender “comprar” a eleição.



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