Berlim e Paris pedem à Rússia que não suspenda Tratado sobre Armas


 

Lusa/ AO   Internacional   29 de Out de 2007, 07:45

Os ministros dos negócios estrangeiros da Alemanha e da França apelaram à Rússia para anular a suspensão do Tratado sobre Armas Convencionais na Europa a partir de 12 de Dezembro, anunciada pelo presidente Vladimir Putin.
"A suspensão pode significar o fim do regime de tratados, que desde 1990 tem sido uma âncora estável da segurança europeia", escreveram Frank-Walter Steinmeier e Bernhard Kouchner num artigo conjunto publicado hoje no jornal alemão Frankfurter Allgemeine.

    O presidente russo ordenou em Julho que se suspendesse a aplicação do Tratado no seu país, alegando que o acordo suplementar ao documento, assinado em Istambul, em 1999, não chegou a entrar em vigor.

    O referido acordo destinava a substituir os limites estabelecidos pela NATO e pelo extinto Pacto de Varsóvia para as existências de blindados, peças de artilharia, aviões e helicópteros de combate, estabelecendo novos limites máximos nacionais e regionais.

    Os aliados ocidentais recusaram até agora ratificar estas alterações ao Tratado, alegando que a Rússia não cumpriu integralmente os compromissos assumidos sobre a retirada das suas tropas da Geórgia e da Moldávia.

    Steinmeier e Kouchner apelam ainda no seu artigo ao governo russo para "defender os seus legítimos interesses pela via negocial".
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