Bancários apostam em residências assistidas


 

Tânia Silva   Regional   21 de Dez de 2008, 13:06

2009 vai ser o ano de arranque do projecto de criação do “Complexo de Residências Assistidas”, levado a cabo pela Associação Para o Apoio e Assistência aos Empregados Bancários e Seguros dos Açores (APA).
O projecto, orçado em aproximadamente seis milhões de euros, tem em vista a construção de um lar de idosos e de um condomínio social, que se irão localizar no concelho de Ponta Delgada ou nos concelhos da Lagoa ou Ribeira Grande.
De acordo com o presidente da associação, Afonso Quental, neste momento a APA encontra-se, “em negociações de modo a que possa ser definido o local”, mas adianta que “a partir de 2009 irá ser decidido, em Assembleia Geral, o local para a construção deste complexo residencial.”
Dentro do espírito “Família, Espaço de Vida” - lema que acompanha a Associação desde a sua fundação - Afonso Quental afirma que “há cada vez mais a necessidade de lares de idosos”, motivo este que impulsionou a Associação a prosseguir com o projecto. O lar de idosos terá capacidade para quarenta utentes, distribuídos por 14 quartos duplos e 12 individuais e destinando-se aos associados e cônjuges, bem como ainda aos pais e sogros dos mesmos.
Por seu turno, o condomínio social, que incluirá apoio domiciliário, será composto por cinquenta apartamentos T1 e T0, destinando-se a associados, a partir dos 60 anos de idade, bem como os seus respectivos cônjuges.
Para além disso, o complexo de residências assistidas irá possuir uma área circundante que agregará um campo de ténis, croquet, piscina e jardim, valências que ainda estão em fase de aprovação.
O presidente da APA dos Açores declara que, no que diz respeito às Residências Assistidas, “os associados vão pagar pelo seu próprio espaço, que custará apenas um terço do que se encontra no mercado, uma vez que vão adquirir apenas o direito daquele espaço, enquanto vida tiverem, revertendo o imóvel para a Associação, assim que ambos tiverem falecido.”
No entanto, esclarece que “o remanescente será devolvido, em dinheiro, à pessoa que o associado indicar.”
Por outras palavras, aos filhos, ou à pessoa indicada pelo associado antes de falecer, será “devolvida a percentagem não utilizada, isto é, o tempo que não foi usufruído naquele local, caso venham a falecer antes do final da data estimada de utilização das residência”, acrescenta o presidente.
Para Afonso Quental, este é um projecto “inovador e diferente dos existentes” porque, explica, “dentro da mesma estrutura vai ser criado um aldeamento que agregará um lar de idosos, para que as pessoas se sentiam em família.” A Associação para o Apoio e Assistência aos Empregados Bancários e Seguros dos Açores é uma instituição de solidariedade social sem fins lucrativos, que conta actualmente com 500 associados.
Nascida a 19 de Outubro de 2006, o principal objectivo desta Associação é o “apoio à infância e à velhice”, através da criação de lares, residências assistidas, centros de dia, creches e jardins de infância, assim como o apoio domiciliário, para empregados bancários, de seguros e familiares directos, sob o lema “Família, espaço de vida.”

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