Nas últimas três semanas, tem-se verificado uma maior afluência aos serviços de urgência e de atendimento permanente devido ao aumento do número de casos de gripe sazonal, revela Pedro Paes, diretor regional da Saúde.
“Estamos a observar um aumento da afluência aos serviços de urgência com um correspondente aumento nas patologias respiratórias. Portanto, tudo leva a crer que estamos a entrar nos picos da época sazonal da gripe ou das infeções respiratórias”, afirma aoAçoriano Oriental, salvaguardando que “estamos a analisar e a acompanhar, tomando as medidas necessárias para tentar minimizar esse impacto nos serviços e, acima de tudo, nos utentes”.
A maior afluência aos serviços de urgência e de atendimento permanente tem influência nos tempos de espera, que, segundo Pedro Paes, “ficam mais longos”, mas garante que “temos a capacidade de resposta a todos os utentes e a melhor resposta possível para cada situação”.
O diretor
regional ressalva, no entanto, que é habitual haver “uma maior
afluência” em períodos festivos, referindo-se à época festiva de Natal e
Ano Novo que “decorreu durante as últimas duas semanas”.
“Não posso
dizer, para já, que atingimos o pico... Temos que perceber se é algo de
momento, apesar de se estar a manter ainda, ou se efetivamente estamos
perante este pico da época sazonal da gripe”, elucida.
Pedro Paes
garante que a Direção Regional da Saúde tem vindo a acompanhar a
situação, em parceria com os serviços que fazem a gestão local.
“Localmente,
cada hospital, cada unidade de saúde, nos seus serviços de atendimento
permanente ou serviços de urgência, vão fazendo uma gestão das suas
equipas, dos seus recursos, por forma a dar a melhor resposta possível”,
indica, acrescentando que “da nossa parte, continuamos com as campanhas
de sensibilização à população, para tomar as medidas de precaução já
sobejamente conhecidas por todos”.
Além disso, o diretor regional da
Saúde salienta que “ através do recurso à linha de saúde Açores para
situações não urgentes ou emergentes” é feito “o correto encaminhamento
aos serviços que darão a resposta adequada a cada situação e, desta
forma, tentarmos que não haja um afluxo extraordinário de pessoas, todas
ao mesmo local, o que, por natureza, irá fazer com que o atendimento se
torne mais alongado no tempo”.
Pedro Paes admitiu que poderá haver um reforço de profissionais de saúde, porém salvaguardou que “essa análise é feita localmente” pelas “unidades de saúde e os hospitais e nós, direção regional e tutela por natureza, estaremos cá para apoiar, na medida do possível na nossa vertente de atuação”.
