Aumento da remuneração complementar nos Açores será de "cêntimos", diz PSD

Aumento da remuneração complementar nos Açores será de "cêntimos", diz PSD

 

Lusa/Ao online   Regional   24 de Nov de 2018, 09:53

O líder do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, disse esta sexta feira que o aumento da remuneração complementar proposto pelo Governo Regional no Orçamento da Região para 2019 terá um impacto de “cêntimos” no vencimento dos funcionários públicos.

“Segundo as contas que nós fizemos, estamos a falar de míseros cêntimos”, adiantou o líder regional social-democrata, em declarações aos jornalistas, à margem de uma reunião com o presidente da UGT/Açores, Francisco Pimentel, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

O executivo açoriano, liderado pelo socialista Vasco Cordeiro, anunciou uma atualização da remuneração complementar (paga aos funcionários públicos para atenuar os custos da insularidade) correspondente ao acréscimo do índice de preços ao consumidor nos Açores, face ao país, de 2012 a 2018.

Para Alexandre Gaudêncio, o aumento deverá ser no mínimo de 10% e, por isso, o PSD vai propor um reforço da remuneração complementar na discussão do Plano e Orçamento para 2019, que decorrerá na próxima semana.

“A UGT defende pelo menos 10%, a CGTP defende pelo menos 15%. Julgo que são valores mais do que justos, porque estamos a falar de salários que se situam entre os 600 e os 1.300 euros e que não são atualizados desde 2012”, salientou.

O líder regional social-democrata criticou, também, o momento escolhido pelo executivo socialista para anunciar a medida.

“Por curiosidade, o Governo Regional anunciou precisamente este aumento logo a seguir ao congresso do PSD/Açores, quando publicamente já tinha dito que não iria avançar com essa remuneração complementar”, apontou, alegando que propôs a medida no encerramento do congresso social-democrata.

Alexandre Gaudêncio defendeu, por outro lado, um reforço de verbas para as misericórdias açorianas, referindo que muitas estão com “um garrote financeiro”, que as deixa “com a corda ao pescoço”.

“O próprio modelo de financiamento deve ser repensado, porque, efetivamente, o que se passa neste momento é que aquilo que é protocolado entre o Governo e as misericórdias não é suficiente para a atividade que estão a desempenhar. Só há uma maneira de melhorar esta relação que é financiando mais as misericórdias”, frisou.

O dirigente social-democrata, que disse estar solidário com a greve dos funcionários das misericórdias, considerou que, em última instância, o executivo açoriano deve reivindicar um reforço de verbas ao Governo República.

“Defendemos que, por um lado, haja uma melhor redistribuição do orçamento da Segurança Social nos Açores e, se esse dinheiro não é suficiente, porque com certeza vão arranjar este justificativo, que se reivindique mais dinheiro do Orçamento de Estado”, apontou, considerando que “não há desculpas” para que o Governo Regional não o faça tendo em conta que são da mesma cor política.




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