Ativista ambiental estudantil quer acabar com o turismo de cruzeiros nos Açores

Ativista ambiental estudantil quer acabar com o turismo de cruzeiros nos Açores

 

AO Online/ Lusa   Regional   28 de Set de 2019, 11:15

A porta-voz dos estudantes que se manifestaram esta sexta feira pelo planeta em Ponta Delgada defendeu que a região deveria acabar com o turismo de cruzeiros devido ao impacto desta indústria sobre o ambiente.

Maria Inês, de 17 anos, aluna da Escola Secundária da Lagoa, na ilha de São Miguel, defende que nos Açores se “pode melhor” em termos ambientais, referindo que os cruzeiros “têm um grande impacto sobre o ambiente porque deixam aqui os resíduos que geram”, fazendo da região o “caixote de lixo dos cruzeiros”.

A ativista estudantil falava aos jornalistas à margem da mobilização pelo planeta, que concentrou cerca de 70 pessoas, no âmbito da greve global pelo clima, inserida no movimento “sextas-feiras pelo futuro”.

A greve, segundo os seus promotores, visa “exigir a quem está no poder que dê a mais alta prioridade à resolução da crise climática”, algo que “tem sido negligenciado e que afeta toda a gente”.

Para Maria Inês, os cruzeiros nos Açores são “excelentes para a economia”, mas em termos ambientais “é muito mau” e o planeta tem “apenas 10 anos para travar a catástrofe que se aproxima”.

Os portos da região receberam, no ano passado, 138 escalas, número que a par de 2015 é a segunda melhor marca de sempre no arquipélago, atrás da estabelecida em 2017, na altura com 152 visitas, de acordo com os dados da Portos dos Açores, S.A..

Em 2018, o número de passageiros ultrapassou os 164 mil, o que equivale a um crescimento da procura de 21,5% face a 2017, tendo assim, sido ultrapassado o valor de referência verificado em 2015, ano em que se registaram 142 mil visitantes.

A ativista destaca que a prioridade é reduzir as emissões de dióxido de carbono e de metano, que considerou ainda mais nocivo que o C02, tendo referido que subscreve a agropecuária açoriana “biológica e não de forma massificante”.

Mas “ainda se assiste a uma cultura de grande produção pecuária”, daí que se deva “abrandar seriamente” devido ao metano que as vacas produzem, frisou.

A estudante manifesta satisfação por em termos económicos os Açores possuírem mais turismo, mas está “extremamente preocupada” com as consequências ambientais, exemplificando com o volume de automóveis que circulam nos Açores por via da presença das rent-a-car.

Durante a concentração em Ponta Delgada foram entoadas palavras de ordem como “salvem a Terra”, “justiça climática já” e “pelo planeta unidos jamais seremos vencidos”.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.