Asiáticos querem integrar projeto "AIR Centre" nos Açores

Asiáticos querem integrar projeto "AIR Centre" nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Dez de 2018, 11:41

A China tem vindo a manifestar interesse em cooperar com os Açores no âmbito do "AIR Centre" mas não integra "para já" o projeto, segundo fonte do Governo Regional.


Fonte da secretaria regional do Mar, Ciência e Tecnologia dos Açores refere à agência Lusa que a China - cujo Presidente, Xi Jinping, visita Portugal terça-feira e na quarta-feira - esteve representada na primeira reunião ‘Atlantic Interactions’, na ilha Terceira, em abril de 2017, mas “não integra, para já”, o AIR Centre - Centro de Investigação Internacional do Atlântico.

Elementos de uma comitiva do Ministério da Ciência e Tecnologia da China e da Academia de Ciência Chinesa estiveram, entretanto, nos Açores, em dezembro de 2017, tendo sido anunciado em maio, que o Governo português pretende desenvolver parcerias com a China e com a Índia no âmbito do "AIR Centre" e do programa espacial português.

Segundo a mesma fonte, nesse contexto avançou em novembro a criação do STARLab, um laboratório de investigação e desenvolvimento tecnológico para o espaço e para os oceanos e que é uma iniciativa conjunta de Portugal e a China.

Na fundação do "AIR CENTRE" estão envolvidos os governos de Portugal, Brasil, Espanha, Angola, Cabo Verde, Nigéria, Uruguai, São Tomé e Príncipe, a par do Governo dos Açores.

Prevê-se que venham integrar o "AIR CENTRE" a Nigéria, Angola, Namíbia e África do Sul, estando em curso o processo de seleção do CEO, que será concluído ainda este ano, para em 2019 proceder-se a seleção do CSO (Chief Scientific Officer), do CBO (Chief Business Officer) e da restante equipa operacional.

O centro visa integrar as áreas do espaço, clima, oceanos, energia e ciência de dados através da cooperação entre os países do norte e do sul do Atlântico.

Poderá incluir uma base espacial de lançamentos ‘low cost’, estações de rastreio de satélites, observatórios no mar profundo e no oceano aberto, um laboratório de medição de 40 gases de estufa, um centro de demonstração de automóveis elétricos, projetos de energia renovável e incubadoras de empresas, numa estrutura de funcionamento em rede com os países participantes.

Foi a Declaração de Florianópolis, no Brasil, a determinar a criação do "AIR Centre", bem como a formação de uma comissão instaladora que definirá um plano financeiro e de implementação desta plataforma internacional e intergovernamental.



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